Colômbia afirma que chefe das Farc foi morto pelos próprios guerrilheiros
da Efe, em Bogotá
O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, deu "100%" de certeza que o líder guerrilheiro e membro do secretariado das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) conhecido como Ivan Ríos, foi assassinado por seus próprios homens, que entregaram a mão direita do rebelde ao Exército.
Segundo Santos, Ivan Ríos foi morto por membros de sua guarda pessoal em uma zona rural do centro-oeste do país e não em combates com tropas oficiais como em princípio tinha sido informado.
Os rebeldes, disse o ministro, apresentaram "literalmente uma mão" do comandante assassinado, além de sua carteira de identidade, seu passaporte e seu computador pessoal.
O ministro declarou que um guerrilheiro das Farc, "perante a pressão militar" à qual estavam submetidos ele e seus companheiros, se entregou às autoridades militares com a mão direita do chefe rebelde assassinado.
Os guerrilheiros "estavam cercados, desabastecidos e incomunicáveis", acrescentou.
Conhecido como Rojas, o rebelde que entregou a mão de Ríos se apresentou "na noite desta quinta-feira, 6 de março, perante tropas que os tinham cercados em uma zona rural conhecida como Albânia, (...) no departamento de Caldas", disse Santos à imprensa.
O ministro da Defesa disse que Ríos, conhecido como José Juvenal Velandia ou Manuel de Jesús Muñoz, fazia "parte do secretariado" (máxima hierarquia das Farc) desde novembro de 2003 e era responsável pelo "bloco noroeste" da guerrilha.
Ríos é o segundo membro do secretariado (cúpula) das Farc morto em menos de uma semana. No sábado passado (1º), tropas colombianas mataram em território equatoriano o número dois e porta-voz internacional dessa guerrilha, Luis Edgar Devia, conhecido como Raúl Reyes.
O ministro acrescentou que as autoridades não informaram da morte de Ríos até confirmarem "100%" que se tratava do comandante e membro do secretariado das Farc.
Ivan Ríos foi membro da equipe negociadora em um "comitê temático" durante os fracassados diálogos de paz entre as Farc e o governo do então presidente Andrés Pastrana, que foram feitas entre janeiro de 1999 e fevereiro de 2002 no sul do país.
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Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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Tó fora...
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