Mundo
09/03/2008 - 12h48

Homem mantém dignidade mesmo sendo embrião, diz papa

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da Folha Online

Poucos dias depois de o Brasil adiar a decisão sobre uso de células-tronco embrionárias, o papa Bento 16 afirmou neste domingo que o homem mantém "toda sua dignidade" tanto quando é um embrião quanto se estiver em estado de coma.

"O homem é sempre homem, com toda sua dignidade, embora esteja em estado de coma, embora seja um embrião", disse o pontífice na homilia da missa que realizou na igreja de San Lorenzo in Piscibus, próxima ao Vaticano, por ocasião dos 25 anos do Centro Internacional Juvenil de San Lorenzo.

Com essas palavras, o papa voltou a condenar o aborto e a eutanásia. O Vaticano divulgou o texto da homilia, mas Bento 16 não o leu --o discurso foi improvisado--, e falou da vida e da morte, e da ciência.

Diante de vários jovens, cardeais e bispos, o pontífice disse, segundo a imprensa local, que, embora o homem faça parte do cosmos, o supera e que tem sede de conhecer, quer chegar às fontes da vida e encontrar a própria vida, que disse, é Deus. O papa afirmou que toda a ciência é uma luta pela vida e, no caso da medicina, esta é uma luta da vida contra a morte.

"Não podemos esperar prolongar até o infinito a vida biológica e ao mesmo tempo aspirar à vida eterna", acrescentou o pontífice, segundo as fontes.

Iraque

O papa alertou também para a violência no Iraque e pediu a libertação do arcebispo caldeu da cidade iraquiana de Mossul, Paulos Faraj Rahho, seqüestrado em 29 de fevereiro.

O arcebispo de Mossul foi seqüestrado por um grupo de homens armados, que atiraram contra o veículo em que viajava junto com o motorista e dois guarda-costas quando passavam pelo bairro de Al Nouri, no nordeste da cidade, 400 quilômetros ao norte de Bagdá. O motorista e os dois guarda-costas morreram no ataque.

Israel

Bento 16 também pediu, "em nome de Deus", que as autoridades israelenses e palestinas "continuem construindo, através da negociação", um futuro pacífico e justo para seus povos, e pediu que "abandonem os caminhos tortuosos do ódio e da vingança".

"Nos dias passados, a violência e o horror ensangüentaram novamente a Terra Santa (em alusão ao atentado ocorrido em uma escola religiosa judaica em Jerusalém, que deixou oito mortos), alimentando uma espiral de destruição e de morte que parece não ter fim", disse, convidando os fiéis a pedir a Deus "o dom da paz para essa região".

Após confiar a Deus "tantas vítimas inocentes", expressou sua solidariedade às famílias das vítimas e aos feridos. Bento 16 "encorajou" as autoridades israelenses e palestinas a continuar trabalhando, "através da negociação", para conseguir um futuro pacífico e justo para os dois povos.

Com informações da Efe

 

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