Seriado "profetizou" realidade democrata nas eleições dos EUA
RICARDO FELTRIN
Editor-chefe da Folha Online
Os republicanos saem na frente e escolhem o candidato à Presidência dos EUA antes dos democratas. Um dos candidatos democratas convida seu adversário a desistir e ser seu vice --mas ele rejeita, já que é o primeiro "quase" negro --na verdade, um latino-- a ter chances reais de chegar à Casa Branca. Parece realidade, mas é só ficção.
Três anos antes de Barack Obama e Hillary Clinton se engalfinharem pela candidatura democrata, tudo isso já tinha acontecido em "The West Wing". O seriado criado por Aaron Sorkin estreou na NBC em 1999 e mostrava os bastidores da Casa Branca, então presidida pelo democrata Josiah Bartlet (Martin Sheen). Em seus últimos dois anos, o seriado "profetizou" alguns fatos que ocorrem agora na corrida presidencial norte-americana. O assunto virou um dos principais temas de grupos de discussão de fãs da série no mundo.
Em seu último ano de mandato, e sofrendo de esclerose múltipla, Bartlet se torna um presidente enfraquecido. Ao mesmo tempo começa a corrida por sua sucessão. Bastam algumas primárias e os republicanos escolhem o senador Arnold "Arnie" Vinick (Alan Alda) como candidato.
Do lado democrata, a disputa entre Bob Russel (Gary Cole) e o congressista Matt Santos (Jimmy Smits) é encarniçada. Russel, que é vice de Bartlet, é apoiado pelo establishment. Temendo que o partido Democrata rache se a disputa continuar (há mais primárias pela frente), ele convida Santos a parar a campanha e entrar na chapa como seu vice. A Casa Branca também pressiona Santos, mas ele não aceita e acaba vencendo de forma espetacular.
A fantasia vai longe: o sétimo e último ano da temporada mostrará uma campanha limpa e honesta entre dois idealistas --um democrata mais à direita versus um republicano mais à esquerda. A corrida termina com a vitória do democrata que, num gesto inédito, convidará o republicano derrotado para ser seu secretário de Estado, dando início a uma era de harmonia bipartidária nos EUA. Bem, chega. Voltemos à realidade.
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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