Mundo
09/03/2008 - 14h05

Seriado "profetizou" realidade democrata nas eleições dos EUA

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RICARDO FELTRIN
Editor-chefe da Folha Online

Os republicanos saem na frente e escolhem o candidato à Presidência dos EUA antes dos democratas. Um dos candidatos democratas convida seu adversário a desistir e ser seu vice --mas ele rejeita, já que é o primeiro "quase" negro --na verdade, um latino-- a ter chances reais de chegar à Casa Branca. Parece realidade, mas é só ficção.

Três anos antes de Barack Obama e Hillary Clinton se engalfinharem pela candidatura democrata, tudo isso já tinha acontecido em "The West Wing". O seriado criado por Aaron Sorkin estreou na NBC em 1999 e mostrava os bastidores da Casa Branca, então presidida pelo democrata Josiah Bartlet (Martin Sheen). Em seus últimos dois anos, o seriado "profetizou" alguns fatos que ocorrem agora na corrida presidencial norte-americana. O assunto virou um dos principais temas de grupos de discussão de fãs da série no mundo.

Em seu último ano de mandato, e sofrendo de esclerose múltipla, Bartlet se torna um presidente enfraquecido. Ao mesmo tempo começa a corrida por sua sucessão. Bastam algumas primárias e os republicanos escolhem o senador Arnold "Arnie" Vinick (Alan Alda) como candidato.

Do lado democrata, a disputa entre Bob Russel (Gary Cole) e o congressista Matt Santos (Jimmy Smits) é encarniçada. Russel, que é vice de Bartlet, é apoiado pelo establishment. Temendo que o partido Democrata rache se a disputa continuar (há mais primárias pela frente), ele convida Santos a parar a campanha e entrar na chapa como seu vice. A Casa Branca também pressiona Santos, mas ele não aceita e acaba vencendo de forma espetacular.

A fantasia vai longe: o sétimo e último ano da temporada mostrará uma campanha limpa e honesta entre dois idealistas --um democrata mais à direita versus um republicano mais à esquerda. A corrida termina com a vitória do democrata que, num gesto inédito, convidará o republicano derrotado para ser seu secretário de Estado, dando início a uma era de harmonia bipartidária nos EUA. Bem, chega. Voltemos à realidade.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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