Mundo
09/03/2008 - 20h50

Partido Democrata pensa em alternativas para resolver impasse

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da Folha Online

A inesperada corrida tão acirrada entre os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama criou uma dor de cabeça para os líderes do Partido Democrata, tanto que alguns já cogitam como fazer que dois Estados participem das primárias do partido de fato, segundo a Associated Press.

O Comitê Nacional Democrata retirou os delegados de Michigan e Flórida da contagem, que, somados são 313, segundo a Associated Press, da convenção. A punição ocorreu por violar as regras do partido ao realizar primárias muito antecipadas. Entenda como funciona o processo eleitoral nos EUA.

07.mar.2008/Larry W. Smith/Efe
Senador Barack Obama se prepara para prévias no Mississippi; democratas discutem o que fazer para definir candidato do partido
Senador Barack Obama se prepara para prévias no Mississippi; democratas discutem o que fazer para definir candidato do partido

Hillary ganhou nos dois Estados, mas, devido à resolução, o número de delegados não foi somado aos da senadora por Nova York. Nenhum dos candidatos fizeram campanhas nestes Estados e Obama sequer figurou nas células em Michigan.

Neste domingo, uma das soluções mais comentadas para o impasse democrata foi a de realizar primárias por correspondência antes da convenção nacional que será realizada em Denver no mês de agosto.

"Todo votante receberia uma cédula pelo correio. É compreensível, você pode votar se estiver no Iraque ou um hospital. Não é uma má maneira de fazer isto", disse Howard Dean, presidente do Comitê Nacional Democrata em entrevista ao programa "Face the Nation" da rede CBS.

No entanto, Dean disse que o financiamento de uma ação do gênero seria um problema e que o partido precisa reunir dinheiro para a campanha contra o republicano John McCain.

Atualmente Obama possui mais delegados do que Hillary, mas isto pode mudar se forem contados os delegados da Flórida e de Michigan.

Campanha

Após uma semana não muito promissora, Obama conseguiu uma vitória no "caucus" de Wyoming e ganhou novo fôlego para mais prévias. Agora, ele mira as primárias no Estado de Mississippi na próxima terça-feira, que possui grande população negra. Enquanto isso, Hillary foca nas prévias na Pensilvânia.

Após folga ontem e hoje, os dois pré-candidatos democratas viagem para diferentes direções amanhã. Obama tem ações programadas em Columbus e Jackson, no Mississippi, um Estado que possui 33 delegados.

Hillary, que esteve na última semana no Mississippi, realiza campanha em Scranton, na Pensilvânia, cujas prévias ocorrem no dia 22 de abril, com 158 delegados em disputa.

Com Associated Press e Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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