Mundo
09/03/2008 - 22h54

McCain se prepara para remodelar campanha nos EUA

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da Folha Online
da Associated Press, em Phoenix

Enquanto o senador por Illinois Barack Obama e a senadora por Nova York Hillary Clinton lutam em uma acirrada disputa para definir quem será o candidato do Partido Democrata para a Presidência dos Estados Unidos, John McCain, do Partido Republicano, prepara sua campanha nacional.

"Eu acho que será muito interessante assistir", afirma McCain, segundo a Associated Press, sobre a disputa entre Hillary e Obama. Entenda como funciona o processo eleitoral nos EUA.

07.mar.2008/Gerald Herbert/AP
John McCain pensa em estratégia de campanha nacional; senador pelo Estado do Arizona disse que terá de competir por visibilidade
John McCain pensa em estratégia de campanha nacional; senador pelo Estado do Arizona disse que terá de competir por visibilidade

No entanto, o republicano entende que precisa angariar atenções, em um momento no qual todos acompanham a indefinição democrata.

"Isto me faz ter de trabalhar mais duro, obviamente, para ter certeza de que nós manteremos visibilidade. É, também, quando pensamos sobre isto, um longo caminho de março até novembro", disse McCain a repórteres na última semana, de acordo com a Associated Press.

McCain conseguiu a indicação para o Partido Republicano na última terça-feira (4) com vitórias em Ohio e Texas, no mesmo dia em que Hillary renovou fôlego em sua disputa com Obama após 11 derrotas consecutivas. Ele deve agora ser confirmado candidato do partido durante a convenção.

McCain necessita realizar a transição de campanhas em primárias menores, de Estado para Estado, para um campanha nacional. Um desafio para as características do republicano, segundo a Associated Press.

O senador pelo Arizona é conhecido por se sentir à vontade em eventos de campanha típicos de primárias, quando pode falar olhando nos olhos dos eleitores, de acordo com a agência.

Ele não apresenta uma voz forte, não chama tanto a atenção em comícios grandes --ponto forte de Obama.

McCain insiste que poderá continuar com seu estilo de campanha mais pessoal, mas ele e seus conselheiros ainda trabalham na estratégia de como fazer isto. Outro ponto a ser trabalhado nas próximas semanas é o de levantar dinheiro para competir contra Obama ou Hillary.

"Nós podemos ver o ótimo trabalho que nossos oponentes fizeram em levantar fundos. Nós temos muito o que fazer", disse McCain.

Para trabalhar nesta estratégia, o senador realizou um churrasco em seu rancho próximo a Sedona, no Estado do Arizona, para seus maiores levantadores de fundos.

Outra prioridade de campanha é a de encontrar um candidato a vice-presidente. Dentre os diversos nomes que circulam para o posto, um dos mais fortes é o de Charlie Crist, governador da Flórida, segundo a Associated Press.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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