Mundo
10/03/2008 - 08h27

Obama é favorito no Mississippi, diz "The Wall Street"

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da Folha Online

O pré-candidato democrata Barack Obama ganhou o "caucus" de Wyoming no sábado (8) e já parte nesta segunda-feira para intensificar a campanha no Mississippi, onde acontece a próxima primária na terça-feira (11).

Leia a íntegra da reportagem em inglês no "The Wall Street Journal".

Com 61% dos surpreendentes 8.700 votos do Estado -- em 2004, somente 675 eleitores votaram --, o senador por Illinois garantiu sete delegados. Já a senadora Hillary Clinton, com 38% dos votos, somou cinco delegados.

Agora, a campanha de Obama foca o Mississipi, local das primárias a serem realizadas nesta terça-feira (11) e que colocam em jogo 40 delegados. O cenário é favorável ao pré-candidato no Estado onde mais de um terço do eleitorado é afro-americano.

Segundo pesquisa realizada nesta sexta-feira (7) pelo American Research Group, Obama lidera com 58% contra 34% de sua oponente, a senadora Hillary Clinton. A vantagem é ainda maior entre os democratas registrados no Estado, de 66% contra 31%.

Enquanto a senadora Hillary tem tradicionalmente atraído maior apoio das mulheres, a pesquisa apontou também que os homens são mais favoráveis ao senador Obama, que tem uma margem de 37% no grupo.

Hillary lidera a pesquisa somente entre republicanos e independentes, que também podem votar nas primárias democratas. Eles dão à senadora uma margem de treze pontos sobre Obama. Nos números de rejeição, a senadora por Nova Iorque também aparece melhor. Dos 600 eleitores democratas entrevistados, 12% afirmaram que nunca votariam em Hillary na primária. Já quase 21% afirmaram que nunca escolheriam Obama.

Próximos passos de campanha

Nesta segunda-feira, Obama fará campanha nas cidades Columbus e Jackson, do Mississippi. A senadora Hillary fez duas paradas no Estado, na semana passada e seu marido passou por algumas cidades, na sexta-feira (7). Nesta segunda-feira, a senadora focará a Pensilvânia, que realiza sua primária em 22 de abril.

A intensificação das campanhas dos pré-candidatos democratas e o aumento no número de eleitores que efetivamente participaram dos "caucuses" e primárias refletem o crescimento da corrida democrata ainda indefinida já que nenhum dos pré-candidatos está próximo de ganhar o número mínimo de votos para garantir a nomeação democrata.

No Mississippi, eles concorrem a 33 delegados e sete superdelegados. Já na Pensilvânia, estão em jogo 158 delegados e 29 superdelegados. De acordo com a rede CNN, na soma das primárias já realizadas, o senador Obama lidera com 1.527 delegados, enquanto Hilllary tenta diminuir a diferença e aumentar seus 1.428 votos. Para garantir a nomeação, eles precisam de 2.025 delegados.

Ambos os candidatos estão investindo em campanhas publicitárias na mídia do Mississippi. A senadora Hillary anuncia no rádio sua candidatura e lembra os eleitores de seus "18 anos como nossa vizinha no Arkansas".

O senador Obama prefere anúncios que reafirmam sua "fé cristã" e aproveita para criticar a oponente lembrando seus comentários na campanha de Iowa, onde Hillary criticou os habitantes por nunca terem elegido uma mulher para o Congresso ou mesmo como governadora. Mais tarde, a candidata desculpou-se pelos comentários.

No mesmo anúncio, o ex-governador de Mississippi, Ray Mabus, que apoia o pré-candidato democrata embora tenha participado do governo Clinton como embaixador na Arábia Saudita, afirmou: "Estou cansado das pessoas nos criticando".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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