Mundo
10/03/2008 - 09h52

McCain aumenta esforços na arrecadação de verbas para campanha

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

O republicano John McCain reúne esforços para a arrecadação de fundos. Enquanto Barack Obama e Hillary Clinton disputam acirradamente a candidatura democrata para a Presidência dos Estados Unidos, McCain aproveita para fortalecer a candidatura republicana.

Nesta segunda-feira, McCain inicia uma viagem com o objetivo de aumentar sua arrecadação para fazer frente às campanhas milionárias de Obama e Hillary, que anunciaram na semana passada aumentos nas doações recebidas. Hoje o republicano estará em Saint Louis, na terça-feira (11), em Nova Iorque e, quarta-feira (12), em Boston.

"Vemos o bom trabalho realizado por nosso oponentes na arrecadação de fundos. Temos muito o que fazer", afirmou o senador republicano.

O evento republicano de quarta-feira, em Boston, é um exemplo típico: o convite para uma recepção fechada com McCain custa US$ 2.300 (cerca de R$ 3.800); trinta minutos mais tarde, acontecerá uma recepção maior cujos convites saem por US$ 1.000 (cerca de R$1.700).

Até o final de janeiro, McCain havia conseguido reunir US$ 55 milhões para sua campanha. Em grande contraste com as somas de seus opositores democratas: US$ 141 milhões (R$ 237 mi) para Obama e US$ 138 milhões (R$ 232 mi) de Hillary.

Definição

McCain conseguiu a indicação para o Partido Republicano na última terça-feira (4) com vitórias em Ohio, Texas, Rhode Island e Vermont, no mesmo dia em que Hillary renovou fôlego em sua disputa com Obama após 11 derrotas consecutivas. Ele deve agora ser confirmado candidato do partido durante a convenção.

O senador republicano tem a vantagem de começar sua campanha para a Presidência enquanto seus opositores disputam entre si a candidatura democrata. "Eu acho que será muito interessante assistir", afirma McCain, segundo a Associated Press.

Campanha nacional

John McCain pensa em estratégia de campanha nacional; senador pelo Estado do Arizona disse que terá de competir por visibilidade

McCain necessita realizar a transição de campanhas em primárias menores, de Estado para Estado, para um campanha nacional. Um desafio para as características do republicano, segundo a Associated Press.

O senador pelo Arizona é conhecido por se sentir à vontade em eventos de campanha típicos de primárias, quando pode falar olhando nos olhos dos eleitores, de acordo com a agência.

Ele não apresenta uma voz forte, não chama tanto a atenção em comícios grandes --ponto forte de Obama.

McCain insiste que poderá continuar com seu estilo de campanha mais pessoal, mas ele e seus conselheiros ainda trabalham na estratégia de como fazer isto.

Outra prioridade de campanha é a de encontrar um candidato a vice-presidente. Dentre os diversos nomes que circulam para o posto, um dos mais fortes é o de Charlie Crist, governador da Flórida, segundo a Associated Press.

Com informações da Associated Press e Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca