Barack Obama: o poder da palavra
TERESA BOUZA
Da Efe, em Washington
O senador democrata e aspirante à Casa Branca, Barack Obama explorou a força da internet para mobilizar eleitores e arrecadar fundos, mas o segredo de seu êxito deve-se a uma arma muito mais rudimentar: o poder da palavra.
Seus dotes de orador ficaram claros em 2004, durante a convenção do partido democrata em Boston, onde pronunciou o discurso programático que o lançou à cena política nacional. "Não há um Estados Unidos branco e um Estados Unidos negro", disse então, em um convite a fechar as feridas raciais abertas no país.
Além de conciliatório e unificador, seu discurso foi também uma mensagem de esperança, ingrediente que impregna desde então sua inconfundível retórica.
Sua esperança, segundo ele mesmo proclama, "é a dos escravos entonando cânticos de liberdade frente a chama, a dos imigrantes que empreendem rumo as costas longínquas" e, como não, a de Barack, "um menino magricelo" de pai negro e mãe branca que acreditou que nos Estados Unidos também havia um lugar para ele.
Em termos práticos, Obama diz querer pôr um fim na guerra no Iraque, acabar com a influência desmedida dos grupos de interesse na política norte-americana, criar um plano universal de saúde e ajudar a uma classe média muito pouco assistida. "É uma mensagem poderosa pronunciada por alguém que encarna, em sua pessoa, uma América idealista que transcende as diferenças raciais e é um único país", disse a Efe Thomas Schwartz, professor da Universidade de Vanderbilt, no Tennessee.
Mas essa eloqüência que ajudou a conectá-lo com milhões de eleitores é também fonte de críticas e ataques. "O meu rival dá discursos. Eu ofereço soluções", assegura com freqüência a senadora democrata por Nova York, Hillary Clinton. Ela costuma referir-se a Obama como um charlatão especialista em promessas ocas.
Em termos similares, o candidato presidencial republicano, John McCain assegurou a seus compatriotas que não deixará que sejam enganados por promessas de mudanças eloqüentes, porém vazias.
Tod Gitlin, professor da Universidade de Columbia, em Nova York diz crer que é falso dizer que Obama oferece palavras ocas. "Ele está tratando de criar uma certa atmosfera e atrair eleitores muito diversos, por isso sua mensagem é genérica", disse a Efe. O professor afirmou também que "faltam oito meses de campanha e haverá muitos discursos sobre decisões e escolhas concretas".
A fórmula, desde cedo, tem funcionado, sobretudo se levar em conta que, há um ano, eram bem poucos os que apostariam em Obama. "Sua oratória tem sido um elemento chave de sua progressiva ascensão frente a Hillary", explicou à Efe, Fred Greenstein, diretor do programa de liderança da Universidade de Princeton, em Nova Jersey.
O especialista assinalou que Obama ergueu uma voz fresca, que gera entusiasmo e promete uma mudança geral. Não falta, de qualquer jeito, quem dê importância ao fenômeno.
Peggy Noonan, redatora de discursos para os presidentes Ronald Reagan e George W. Bush, assegurou em uma coluna recente no jornal "The Wall Street Journal" que alguns discursos de Obama precisam de profundidade e pecam em obviedades. Reconheceu, contudo, que a sua mensagem é efetiva porque une a pessoa que a pronuncia e a inspiradora história de sua vida.
Obama assegura que não se deu conta de seu poder dialético até que participou de uma marcha contra a segregação racial na universidade e descobriu que havia captado a atenção de todos os presentes quando começou a falar."Os congregados permaneciam calados e me olhavam", recorda em suas memórias, "Dreams From My Father" (Sonhos de meu pai).
Mais tarde, durante os seus anos de trabalho comunitário em Chicago, o pré-candidato aprendeu a fazer discursos ao ativismo entre grupos pequenos. Mas sua verdadeira escola tem sido sua carreira política, que evoluiu, curiosamente, com discursos que não conectavam bem com o público e nos quais abundavam os detalhes de seu programa.
Não seria até 2004, durante sua campanha para o senado, que ele introduziu os elementos "esperança, mudança e futuro", que hoje são a essência da retórica entusiasta que lhe tem dado tão bons resultados até agora.
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Especial


Para quem quiser saber mais sobre política é melhor
ler apenas o que foi postado e tirar suas conclusões analisando os fatos.
Quem quiser passar contrariedades é só ler o comentários dos leitores.
Não tem jeito !!!
Nós divagamos sempre.
Quatro coisas são dificeis para o homem lidar:
A Formosura, A Riqueza, A Sabedoria e o Poder.
As duas mais difícieis de se dominar:
O gênio e a língua.
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Foi muito bom estar com vocês durante esses meses.
Aprendi bastante ( principalmente com meus erros ).
É sempre bom a gente levar umas " bofetadas ".
Quanta coisa eu vou corrigir na minha vida daqui para frente !!! Obrigado a todos. TODOS MESMO.
Não terei mais o tempo disponível que tive, pois estou entrando num grande empreendimento que consumirá meses de trabalho.
Perdoem os meus pecados e um grande abraço para todos, INCLUSIVE O " CLUBE DOS ATEUS ".
Especialmente aos nossos colegas Roberto Souza e Rafael Dias, que na minha opinião são os melhores comentaristas de política nesse forum.
Roberto pode até errar sobre a vitória de McCain, mas que ele tem uma dialética maravilhosa, isso ninguem pode negar.
Deixo de lembrança um versículo para meditação de todos nós:
Isaías 55:6 Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.
Se Deus assim o permitir, voltarei mais próximo das eleições.
Lembremo-nos sempre:
Deus não tem compromissos com homens, mas sim com a palavra que saiu de Sua boca e Ele disse:Jeremias 1:12 Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.
Isaías 45:23 Por mim mesmo tenho jurado; da minha boca saiu o que é justo, e a minha palavra não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua.
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