Governador de NY era cliente de prostitutas de luxo, diz "NYT"
da Folha Online
O governador do Estado de Nova York, Eliot Spitzer, afirmou aos seus principais assessores de que ele esteve envolvido com uma rede de prostituição, de acordo com afirmações de um de seus funcionários citado pelo "New York Times" nesta segunda-feira.
Spitzer, 48, casado, pai de três filhas, deve fazer um anúncio na tarde desta segunda. Os assessores do governador não se manifestaram sobre a reportagem no "New York Times".
| 25.fev.2008 Larry Downing/Reuters |
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| O governador Eliot Spitzer (esq.), apontado como cliente de prostitutas de luxo, e o governador do Novo México, Bill Richardson |
Ainda não há detalhes sobre a rede de prostituição na qual o governador esteve envolvido. No entanto, na semana passada, promotores federais moveram ações de conspiração contra quatro pessoas, as acusando de comandar uma rede de prostituição que cobrava de seus clientes nos EUA e na Europa milhares de dólares ou euros por prostitutas.
Segundo uma pessoa citada pelo "New York Times" em condição de anonimato, Spitzer aparece no processo como um cliente da rede. Os registros de viagem do governador mostram que ele estava em Washington em meados de fevereiro. Um dos clientes apontados no processo marcou um encontro com uma prostituta da rede no dia 13 de fevereiro.
O site Emperors Club VIP mostra fotos dos corpos das prostitutas, com seus rostos escondidos, e os preços po hora de cada uma, dependendo de sua avaliação que vai de um a sete diamantes. O programa de uma hora com as prostitutas mais caras custa US$ 5.500 (cerca de R$ 9.258), de acordo com os promotores.
Spitzer, do Partido Democrata, construiu seu legado político sobre o combate à corrupção, incluindo batalhas que foram manchetes de jornais contra empresas de Wall Street (centro financeiro), quando trabalhava como procurador-geral. Ele se tornou governador em 2006 com um número histórico de votos, afirmando que iria continuar em sua luta contra a corrupção.
A revista "Time" o apelidou de "Cruzado do Ano", quando Spitzer era procurador-geral.
No entanto, desde que foi eleito governador, o político já enfrentou diversos problemas, incluindo um plano impopular de conceder habilitação de veículos a imigrantes ilegais.
O governador foi procurador-geral durante dois mandatos, nos quais esteve envolvido em casos civis e criminais, combatendo a corrupção e lidando com conflitos de interesse em Wall Street e em empresas americanas. Spitzer já havia sido promotor, quando lidava com crime organizado e crimes de colarinho branco.
Enquanto promotor-geral, Sptizer trabalhou em processos contra redes de prostituição e turismo envolvendo prostituição. Em 2004, o governador fez parte de um grupo que investigou um serviço de acompanhantes em Nova York que resultou na prisão de 18 pessoas sob acusações de promover a prostituição.
Com Associated Press
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