Mundo
11/03/2008 - 10h23

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

As primárias no Mississippi ocuparam as páginas dos principais jornais dos EUA nesta terça-feira. O resultado deverá favorecer o senador por Illinois Barack Obama, que conta com o apoio da maior parcela de eleitores democratas do Estado --os negros.

Em campanha no Estado, Obama fez questão de refutar a proposta de Hillary Clinton de unirem-se em uma "chapa dos sonhos", com ele como vice-presidente.

Já Hillary, em campanha na Pensilvânia, local da próxima grande disputa democrata, em 22 de abril, responde de forma cuidadosa aos comentários sobre o escândalo envolvendo seu aliado político, o governador de Nova York Eliot Spitzer.

O senador John McCain, candidato republicano aproveita a vitória antecipada nas primárias para definir os próximos passos de sua campanha. Ele deve viajar pelo país para discursar sobre seus projetos políticos e ser relembrado pelos eleitores norte-americanos. McCain também aproveitou o tempo para fazer exames médicos de rotina que levantaram ainda mais a discussão sobre sua idade, 71 anos, já avançada, além de uma suspeita quanto a uma possível doença.

Veja a repercussão da corrida pela candidatura à Casa Branca na imprensa internacional:

Herald Tribune (EUA)
Obama rejeita proposta para ser vice de Hillary

Reprodução
Herald Tribune
Herald Tribune

Primeiro foi uma sugestão discreta, vinda dos aliados. Logo, a senadora Hillary Clinton e seu marido, o ex-presidente Bill Clinton oficializaram a sugestão, falando aos eleitores do Mississippi que Barack Obama seria um ótimo vice-presidente para a chapa presidencial democrata.

Quando Obama chegou ao Mississippi nesta segunda-feira (10), ele logo rejeitou a proposta. Sugeriu ainda que a sugestão de Hillary tivesse um duplo sentido, implicando que ele não estaria pronto para ser presidente.

"Eu não conheço ninguém que esteja em segundo lugar e ofereça a vice-presidência para o primeiro", disse obama em uma reunião na Universidade para Mulheres do Mississippi, aludindo a sua vantagem no número de delegados. "Se não estou pronto", questionou, "como vocês pensam que eu poderia ser um ótimo vice-presidente? Vocês conseguem entender isso?".

A decisão de Hillary de repetidamente invocar a idéia de uma chapa Hillary-Obama poderia servir a muitos propósitos: acabar com a competição com Obama, de uma maneira gentil enquanto conquista alguns de seus eleitores sugerindo que votar nela é, em última instância, votar nele.

"The New York Times" (EUA)
Mississippi, é sua vez

Reprodução
New York Times
New York Times

É dia de primária no Mississippi e é o último voto antes da grande disputa na Pensilvânia. São 33 delegados em jogo no Estado em que as pesquisas mais recentes apontam uma vantagem para Barack Obama.
Isso devido ao grande grupo de eleitores negros do Estado, que já deram preferência a Obama em outras primárias e "caucuses".

Entre 125.000 e 150.000 eleitores deverão comparecer às urnas de acordo com as previsões de Delbert Hosemann, secretário de Estado. Ele afirmou que 100.000 eleitores participaram da votação da primária de 2004, disputada por oito pré-candidatos democratas. Ao todo, Mississippi tem 1,78 milhões de eleitores registrados.

Como é uma primária aberta, eleitores não registrados que normalmente votam para os republicanos podem participar.

"The Wall Street Journal" (EUA)
Em busca de um vice-presidente

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

Enquanto os democratas continuam na batalha pela nomeação do partido, é hora do candidate republicano John McCain começar a pensar em quem será seu parceiro na corrida presidencial.

Para Gerald Seib, autor do artigo no jornal norte-americano, McCain precisa de um vice-presidente mais jovem, que compense sua fraqueza em políticas econômicas e que possa ajudá-lo no sul dos Estados Unidos atraindo conservadores. E ser uma mulher seria bom também.

A questão inevitável para McCain é sua idade: ele tem 71 anos e fará 72 antes da eleição. Isso levanta questões sobre sua escolha para vice-presidente ser um presidente em potencial.

Por enquanto, não há sinal que McCain esteja com pressa. Ele acabou de pedir aos seus conselheiros para realizar um estudo sobre como outros candidatos escolheram seus vices. "Será uma grande decisão porque será a primeira vez que os eleitores verão de perto este processo de escolha", afirma Scott Reed, responsável pela campanha do candidato republicano a presidência Bob Dole, em 1996.

"Usa Today" (EUA)
McCain planeja viagens para que os eleitores o reexaminem

Reprodução
USA Today
USA Today

Após a vitória já garantida na disputa republica pela candidatura, McCain planeja viajar: para fortalecer suas credenciais em política internacional e para lembrar novamente aos seus eleitores de sua longa história militar.

A campanha já agendou três roteiros separados para que ele discurse, diretamente para seus possíveis eleitores sobre seu ponto de vista e planos em questões nacionais importantes para garantir a eleição presidencial em quatro de novembro.

"Quando você é o nomeado de seu partido, eu acredito que as pessoas vão querer reexaminar o candidate", afirmou o senador antes de deixar o Arizona para passar o final de semana em casa. "Eu gostaria de acreditar que todos os 300 milhões de americanos me conhecem, mas, este não é o caso. Eu terei que trabalhar duro para atrair seus votos".

McCain, 71, realizou um exame complete de saúde nesta segunda-feira (10). Ele já recebeu tratamento anteriormente para câncer de pele. Ele afirmou que nada precipitou sua ida ao médico e que seu dermatologista realizou um exame para câncer durante as últimas semanas. Os resultados dos exames de segunda serão liberados em 15 de abril.

"Está tudo bem" McCain disse em uma coletiva de imprensa. "Como muitos americanos, eu vou ao meu médico regularmente".

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca