Hillary e Obama trocam acusações em dia de votação no Mississippi
Colaboração para a Folha Online
Equipes do senador por Illinois Barack Obama e da senadora por Nova Iorque Hillary Clinton trocam acusações em dia de votação no Mississippi.
A equipe de campanha do senador pediu nesta terça-feira que sua opositora critique publicamente os comentários de Geraldine Ferraro, primeira-mulher a concorrer à vice-presidência dos EUA. Geraldine, que apóia a senadora, sugeriu ao jornal "The Daily Breeze of Torrance" que Obama chegou à posição que ocupa na corrida presidencial por ser negro.
"Se Obama fosse um homem branco, ele não estaria nesta posição. E se fosse mulher (de qualquer cor)também não estaria nesta posição", afirmou Ferraro ao jornal da Califórnia em uma entrevista publicada na sexta-feira (7).
As denúncias aparecem no mesmo dia em que os dois pré-candidatos disputam as primárias no Estado Mississippi, onde as pesquisas apontam uma vantagem ao senador Obama graças ao eleitorado negro do Estado que representa mais de um terço dos eleitores -- a população negra garantiu a vitória do pré-candidato em Estados no sudeste do país.
A batalha no Mississipp entre Hillary e Obama decidirá o voto de 33 delegados na convenção nacional do Partido Democrata, em agosto. A expectativa é que a votação de hoje aumente a vantagem de Obama sobre sua rival Hillary.
O senador por Illinois contabiliza 1.553 delegados contra 1.458 da senadora por Nova York, segundo dados da rede de TV CNN. São necessários 2.025 votos para garantir a nomeação à candidatura democrata.
Para Obama, o Estado representa também uma outra chance de se restabelecer das derrotas no Texas, Ohio e Rhode Island e reiniciar sua seqüência de vitórias.
Ele já derrotou a oponente nos pequenos "caucuses" do último sábado (8) em Wyoming.
Segundo pesquisa realizada na última sexta-feira (7) pelo American Research Group, ele lidera com 58% contra 34% de Hillary. A vantagem é ainda maior entre os democratas registrados no Estado, de 66% contra 31%.
Campanha
Obama passou toda a segunda-feira (10) em campanha no Estado, discursando para eleitores democratas em Columbus e na capital, Jackson. Já Hillary passou pelo Estado na semana passada e, com poucas chances de levar a primária local, preferiu dedicar-se à campanha na Pensilvânia, foco da próxima grande disputa democrata, em 22 de abril.
Durante a parada final em Greenville, Obama abordou as dificuldades econômicas enfrentadas pelo Mississippi, de acordo com a agência de notícias Associated Press.
"Nós não vimos muitas oportunidades vindo para essa área, como desejamos", disse Obama a partidários durante a parada em um restaurante, de acordo com a AP. "E um dos desafios, em minha opinião, para o próximo presidente, é ter a certeza de que está servindo a todas as comunidades, e não apenas a algumas", disse Obama.
A disputa no Mississippi encerrará uma série de primárias democratas e iniciará, oficialmente, os preparativos de Obama e Hillary para a Pensilvânia, quando estarão em jogo 158 delegados -- número suficiente para colocar Hillary a frente da disputa.
A senadora teve um bom momento em sua campanha com as vitórias de Texas, Ohio e Rhode Island, após 11 derrotas consecutivas. Mas isso não foi suficiente para acabar com a vantagem relativamente tranqüila de Obama.
Ataque democrata
Obama aproveitou sua visita a Columbus para rejeitar especulações de que aceitaria ser vice-presidente em uma chapa liderada por Hillary. Segundo o candidato, os eleitores "devem fazer uma escolha" entre os dois para a disputa à Casa Branca. Ele ressaltou também que, até agora, lidera a corrida com maior número de delegados, Estados e eleitores.
"Eu não conheço ninguém que, estando em segundo lugar, ofereça o cargo de vice-presidente à pessoa que está em primeiro", disse Obama a cerca de 1.700 eleitores.
Segundo a campanha do senador, a sugestão de Hillary de uma chapa conjunta foi um plano para atrair eleitores indecisos, sugerindo que poderiam votar em uma "chapa dos sonhos".
Em um evento nesta segunda-feira em Jackson para 9.000 pessoas, Obama caracterizou Hillary como parte da equipe já estabelecida de Washington cuja época "veio, mas já acabou".
Com Associated Press
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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