Mundo
11/03/2008 - 16h59

Hillary e Obama trocam acusações em dia de votação no Mississippi

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Colaboração para a Folha Online

Equipes do senador por Illinois Barack Obama e da senadora por Nova Iorque Hillary Clinton trocam acusações em dia de votação no Mississippi.

A equipe de campanha do senador pediu nesta terça-feira que sua opositora critique publicamente os comentários de Geraldine Ferraro, primeira-mulher a concorrer à vice-presidência dos EUA. Geraldine, que apóia a senadora, sugeriu ao jornal "The Daily Breeze of Torrance" que Obama chegou à posição que ocupa na corrida presidencial por ser negro.

"Se Obama fosse um homem branco, ele não estaria nesta posição. E se fosse mulher (de qualquer cor)também não estaria nesta posição", afirmou Ferraro ao jornal da Califórnia em uma entrevista publicada na sexta-feira (7).

As denúncias aparecem no mesmo dia em que os dois pré-candidatos disputam as primárias no Estado Mississippi, onde as pesquisas apontam uma vantagem ao senador Obama graças ao eleitorado negro do Estado que representa mais de um terço dos eleitores -- a população negra garantiu a vitória do pré-candidato em Estados no sudeste do país.

A batalha no Mississipp entre Hillary e Obama decidirá o voto de 33 delegados na convenção nacional do Partido Democrata, em agosto. A expectativa é que a votação de hoje aumente a vantagem de Obama sobre sua rival Hillary.

O senador por Illinois contabiliza 1.553 delegados contra 1.458 da senadora por Nova York, segundo dados da rede de TV CNN. São necessários 2.025 votos para garantir a nomeação à candidatura democrata.

Para Obama, o Estado representa também uma outra chance de se restabelecer das derrotas no Texas, Ohio e Rhode Island e reiniciar sua seqüência de vitórias.

Ele já derrotou a oponente nos pequenos "caucuses" do último sábado (8) em Wyoming.

Segundo pesquisa realizada na última sexta-feira (7) pelo American Research Group, ele lidera com 58% contra 34% de Hillary. A vantagem é ainda maior entre os democratas registrados no Estado, de 66% contra 31%.

Campanha

Obama passou toda a segunda-feira (10) em campanha no Estado, discursando para eleitores democratas em Columbus e na capital, Jackson. Já Hillary passou pelo Estado na semana passada e, com poucas chances de levar a primária local, preferiu dedicar-se à campanha na Pensilvânia, foco da próxima grande disputa democrata, em 22 de abril.

Durante a parada final em Greenville, Obama abordou as dificuldades econômicas enfrentadas pelo Mississippi, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

"Nós não vimos muitas oportunidades vindo para essa área, como desejamos", disse Obama a partidários durante a parada em um restaurante, de acordo com a AP. "E um dos desafios, em minha opinião, para o próximo presidente, é ter a certeza de que está servindo a todas as comunidades, e não apenas a algumas", disse Obama.

A disputa no Mississippi encerrará uma série de primárias democratas e iniciará, oficialmente, os preparativos de Obama e Hillary para a Pensilvânia, quando estarão em jogo 158 delegados -- número suficiente para colocar Hillary a frente da disputa.

A senadora teve um bom momento em sua campanha com as vitórias de Texas, Ohio e Rhode Island, após 11 derrotas consecutivas. Mas isso não foi suficiente para acabar com a vantagem relativamente tranqüila de Obama.

Ataque democrata

Obama aproveitou sua visita a Columbus para rejeitar especulações de que aceitaria ser vice-presidente em uma chapa liderada por Hillary. Segundo o candidato, os eleitores "devem fazer uma escolha" entre os dois para a disputa à Casa Branca. Ele ressaltou também que, até agora, lidera a corrida com maior número de delegados, Estados e eleitores.

"Eu não conheço ninguém que, estando em segundo lugar, ofereça o cargo de vice-presidente à pessoa que está em primeiro", disse Obama a cerca de 1.700 eleitores.

Segundo a campanha do senador, a sugestão de Hillary de uma chapa conjunta foi um plano para atrair eleitores indecisos, sugerindo que poderiam votar em uma "chapa dos sonhos".

Em um evento nesta segunda-feira em Jackson para 9.000 pessoas, Obama caracterizou Hillary como parte da equipe já estabelecida de Washington cuja época "veio, mas já acabou".

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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