Mundo
11/03/2008 - 17h02

EUA retiram a China da lista de violadores dos direitos humanos

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da Folha Online

Os Estados Unidos retiraram nesta terça-feira a China de sua lista dos países que mais violam os direitos humanos, ao mesmo tempo em que acrescentaram a Síria, o Sudão e o Uzbequistão.

O relatório referente a 2007 sobre direitos humanos do Departamento de Estado americano tirou a China da lista integrada por países como Mianmar, Coréia do Norte e Irã.

O Departamento de Estado não explicou as razões que levaram a tirar Pequim --aliado-chave de Washington nas negociações para a desnuclearização da Coréia do Norte-- da lista.

No entanto, o documento afirma que a avaliação da China, que receberá os Jogos Olímpicos em meados de 2008, segue sendo "ruim", com "um pobre histórico em direitos humanos" em 2007 e relata casos de tortura e de controles abusivos de natalidade, ao mesmo tempo em que afirma que Pequim realizou "várias reformas importantes", entre elas a análise pelo Parlamento chinês de alguns aspectos da legislação sobre a pena de morte.

"O governo (chinês) continuou vigiando, reprimindo, detendo e encarcerando jornalistas, escritores, ativistas e advogados, assim como suas famílias, que, em sua maioria, só tentavam exercer seus direitos previstos na lei", afirma o relatório.

A China, que figurava no ano passado e em 2005 na lista dos "violadores sistemáticos dos direitos humanos", agora faz parte dos "países autoritários em plena reforma econômica, que tiveram rápidas mudanças sociais, mas não realizaram reformas políticas e continuam negando aos seus cidadãos os direitos humanos e as liberdades fundamentais básicas".

Nesta segunda lista estão também a Venezuela, Nigéria, Tailândia, Quênia e Egito.

"Violadores sistemáticos"

Os países incluídos este ano na lista dos "violadores sistemáticos" de direitos humanos são a Síria, o Sudão e o Uzbequistão.

"Os direitos humanos na Síria se agravaram este ano e o regime continuou cometendo graves abusos, como a detenção de um número crescente de ativistas, líderes da sociedade civil e outros críticos do regime", diz o documento.

O relatório qualifica a avaliação dos direitos humanos no Sudão de "horrível" e faz referência a "assassinatos, torturas, agressões e violações cometidas pelos serviços de segurança estatais e pelas milícias em Darfur".

Em relação ao Uzbequistão, o documento diz que o governo do presidente Islam Karimov "domina a vida política e exerce um controle quase total sobre todos os outros poderes do Estado." Os serviços de segurança "torturam, agridem e abusam diariamente dos detentos (...) para que confessem ou forneçam informações que os incriminem".

Por outro lado, o relatório afirma que a situação dos direitos humanos melhorou em quatro países ao longo do ano passado --Mauritânia, Gana, Marrocos e Haiti. Poucos avanços ou nenhum foram registrados no Nepal, Geórgia, Quirguistão, Iraque, Afeganistão e Rússia, enquanto a situação se deteriorou no Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka.

Com France Presse

 

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