Embaixador colombiano na Venezuela, de volta ao cargo, pede integração
da Efe, em Caracas
O embaixador da Colômbia na Venezuela, Fernando Marín, disse ao retornar nesta terça-feira a Caracas que, uma vez superada a crise entre seu país, Equador e Venezuela, espera que os presidentes desses países se encontrem no próximo domingo em um show que comemorará o fim da crise.
"No domingo haverá na fronteira um grande concerto com artistas renomados como Juanes, Juan Luis Guerra, Óscar De León, Miguel Bosé e talvez Shakira (...); convidaram os três presidentes e tomara que possam estar presentes", declarou em entrevista coletiva.
A crise foi iniciada depois que tropas colombianas bombardearam um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano, que matou o número dois do grupo Raúl Reyes.
Após uma semana de tensões, a crise foi solucionada na última cúpula do Grupo do Rio, realizada em Santo Domingo, na República Dominicana.
Marín disse se sentir "muito satisfeito por haver voltado rapidamente" à Venezuela e anunciou que, durante o que chamou "segundo tempo" de sua gestão, intensificará sua "luta pela integração".
Depois que todos os integrantes da delegação foram expulsos pelo governo do presidente Hugo Chávez, agora "todos, incluindo os agregados militares", voltaram a suas funções, disse o embaixador.
"Nesse segundo tempo quero que a integração seja ainda mais sólida e forte, em todos os campos, incluído o fronteiriço", acrescentou.
Nesse sentido, disse que desejava que "muito em breve" se realize "uma reunião binacional" que, no comercial, aumente uma troca que o ano passado foi de quase US$ 6,0 bilhões.
Nos dois primeiros meses do ano, a troca comercial entre ambos os países já tinha registrado "um aumento de 55%" em relação ao mesmo período de 2007, destacou.
A normalização das relações diplomáticas foi iniciada pela Venezuela, na segunda-feira, quando os onze diplomatas de seu pessoal alocado na embaixada na Colômbia partiu para Bogotá, com exceção do embaixador, que o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, disse que será nomeado nas próximas semanas.
O novo embaixador substituirá Pável Rondón, que foi chamado para consultas por Caracas, em novembro passado, quando o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pôs fim ao trabalho de mediação de seu colega venezuelano para um acordo humanitário com a guerrilha colombiana.
Além do fechamento da embaixada em Bogotá, em repúdio à violação do território do Equador, Chávez também ordenou um dia depois o reforço militar da fronteira com dez batalhões que hoje retornaram a seus quartéis.
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Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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Tó fora...
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