Mundo
12/03/2008 - 01h12

Obama vence Hillary nas primárias do Mississippi

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Colaboração para a Folha Online

O senador negro Barack Obama ganhou nesta terça-feira as primárias democratas no Mississippi, sua 29ª vitória na corrida contra Hillary Clinton pela indicação à Casa Branca.

Com 98% dos votos apurados, o senador por Illinois foi declarado o vencedor com 60% enquanto Hillary somou apenas 38%, segundo dados da rede de TV americana CNN.

De acordo com pesquisas de boca-de-urna realizadas pela CNN, 91% dos eleitores negros do Mississippi votaram em Barack Obama. Contudo a mesma pesquisa aponta que, entre a população branca, cerca de três quartos escolheram a senadora Hillary.

Este resultado faz da votação do Mississippi a mais dividida racialmente; em um dos Estados americanos mais pobres, com 36% de sua população formada por negros.

Obama obteve hoje sua 29ª vitória nas primárias democratas, contra 15 para Hillary Clinton.

O senador por Illinois contabiliza 1.597 delegados contra 1.470 da senadora por Nova York, segundo a rede CNN. São necessários 2.025 votos para garantir a nomeação à candidatura na Convenção Democrata Nacional, que ocorrerá entre 25 e 28 de agosto.

As primárias do Mississippi garantiram um total de 17 delegados para Obama e 11 para Hillary. A próxima grande disputa entre Obama e Hillary ocorrerá na Pensilvânia, no dia 22 de abril, com 158 delegados em jogo.

Campanha

A vitória de Obama no Mississippi já era dada como certa, o que levou os dois candidatos à Pensilvânia nesta terça-feira.

"Falar dos problemas é fácil. Difícil é resolvê-los", disse novamente Hillary Clinton na tarde desta terça-feira, durante um discurso em Harrisburg, acusando seu adversário de ter apenas "palavras" para oferecer ao povo americano.

"A escolha nesta campanha é exatamente essa: soluções com as quais se pode contar, ou palavras que não resolvem nada", disparou Hillary.

A equipe de Obama reagiu com virulência. "Hillary Clinton mostrou mais uma vez que está disposta a falar e a fazer qualquer coisa para ganhar essa eleição. Ela profere críticas desacreditadas, que sabe serem falsas", declarou o porta-voz Bill Burton.

Acusações

As equipes dos dois pré-candidatos estão cada vez mais agressivas em suas campanhas. Nesta terça-feira, o grupo de Obama criticou os comentários de Geraldine Ferraro, que apóia Hillary. Geraldine sugeriu ao jornal californiano "The Daily Breeze" que Obama chegou à posição que ocupa na corrida presidencial por ser negro.

"Se Obama fosse um homem branco, ele não estaria nesta posição. E se fosse mulher (de qualquer cor)também não estaria nesta posição", afirmou Ferraro ao jornal da Califórnia em uma entrevista publicada na sexta-feira (7).

No final da semana passada, uma conselheira se desligou da campanha do senador Obama após chamar Hillary de "monstro" em entrevista ao jornal escocês "The Scotland".

Republicanos

Do lado republicano, a candidatura está decidida a favor de John McCain, que já alcançou os 1.191 delegados necessários para garantir a nomeação na convenção do partido, em setembro.

O senador deve dar início a uma campanha internacional para apresentar seu programa de política externa. A assessoria de McCain informou na segunda-feira (10) que o republicano viajará para Israel e para a Europa nas próximas semanas.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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