Mundo
12/03/2008 - 13h07

Pensilvânia é o foco dos democratas após vitória de Obama

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Colaboração para a Folha Online

Após sua 29ª vitória nas primárias pela candidatura democrata, o senador Barack Obama está em campanha na Pensilvânia, onde ocorre a próxima votação em 22 de abril. A senadora Hillary Clinton deu início a sua campanha no Estado na segunda-feira (10). Elay espera obter vantagem na Pensilvânia por seus laços familiares.

O Mississippi garantiu um total de 19 delegados para Obama e 14 para Hillary. No total, o senador por Illinois conta com 1.610 delegados contra 1.481 da senadora por Nova York, segundo a rede CNN. São necessários 2.025 votos para garantir a nomeação à candidatura na Convenção Democrata Nacional, que ocorrerá entre 25 e 28 de agosto.

O próximo passo é o Estado da Pensilvânia que coloca em jogo 158 delegados --número suficiente para colocar Hillary à frente na disputa pela nomeação.

Obama partiu na terça-feira de manhã para a Pensilvânia, onde fará campanha intensiva para garantir a próxima votação democrata. No mesmo dia, sua equipe criticou os comentários de Geraldine Ferraro, que apóia Hillary, marcando uma fase agressiva das campanhas democratas. Geraldine sugeriu ao jornal californiano "The Daily Breeze" que Obama chegou à posição que ocupa na corrida presidencial por ser negro.

Nesta quarta-feira, Geraldine acusou a campanha de Obama de manipular suas palavras e tirá-las do contexto. "Eu falava sobre candidaturas históricas" afirmou Geraldine, primeira-mulher a participar de uma chapa presidencial nos EUA.

"Em 1984, se meu nome fosse Gerald Ferraro ao invés de Geraldine Ferraro, nunca teria sido escolhida como candidata à vice-presidência", disse Geraldine ao programa "Good Morning America" da rede de TV americana ABC.

Já Hillary continua focando seus discursos na afirmação de que as promessas de Obama não passam de discurso político. "Falar dos problemas é fácil. Difícil é resolvê-los", disse na tarde de terça-feira (11), durante um discurso em Harrisburg, acusando seu adversário de ter apenas "palavras" para oferecer ao povo americano.

"A escolha nesta campanha é exatamente essa: soluções com as quais se pode contar, ou palavras que não resolvem nada", disparou Hillary.

Mississippi

Na votação desta terça-feira no Mississippi, o senador chegou à vitória, como já era esperado.

Com 99% dos votos apurados, Obama obteve 61% enquanto sua oponente Hillary Clinton somou apenas 37%, segundo dados da rede de TV americana CNN.

A vitória de Obama foi atribuída ao eleitorado negro que representa quase 70% dos eleitores democratas no Estado e já garantiu outras vitórias de Obama em Estados do sudeste dos Estados Unidos.

De acordo com pesquisas de boca-de-urna realizadas pela CNN, 91% dos eleitores negros do Mississippi votaram no candidato. Hillary contou, como aponta a mesma pesquisa, com 72% dos votos da população branca.

Republicanos

Para os eleitores republicanos, as primárias do Mississippi não representavam efetivamente uma escolha. Apesar de ainda não ter sido oficializado como candidato do partido, o senador John McCain já contabilizou os 1.191 votos necessários para assegurar sua nomeação na convenção republicana nacional, em setembro. Com a apuração das primárias desta terça, ele contabiliza 1.395 delegados, de acordo com a rede CNN.

McCain aproveita a nomeação garantida para dedicar-se à próxima etapa de sua campanha; a eleição presidencial em 4 de novembro. A sua assessoria de imprensa divulgou nesta segunda-feira (10) que ele viajará para Israel e para a Europa nas próximas semanas para apresentar seu programa para política externa.

Os planos de campanha do republicano incluem também uma nova viagem pelos Estados Unidos para poder ser "relembrado" por seus eleitores. "Eu gostaria de dizer que todos os 300 milhões de americanos me conhecem, mas esse não é o caso", declarou McCain recentemente.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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