Rice visita o Brasil e deve discutir América do Sul e Oriente Médio
da Efe, em Brasília
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, fará uma rápida visita a Brasília nesta quinta-feira (13), onde discutirá uma ampla agenda que abrange desde a crise entre Colômbia, Venezuela e Equador até o conflito no Oriente Médio.
Rice deve permanecer na capital por apenas cinco horas, e será recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela também terá uma reunião de trabalho com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
A visita estava prevista desde antes do conflito surgido após a incursão militar colombiana em território equatoriano, que terminou com a morte do líder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) Raúl Reyes, e de ao menos mais 20 supostos guerrilheiros.
Embora as tensões entre Bogotá, Quito e Caracas tenham diminuído após a cúpula do Grupo do Rio em Santo Domingo, Rice discutirá esse assunto no Brasil. Uma fonte diplomática brasileira disse à agência Efe que os Estados Unidos mantêm sua preocupação com a segurança em toda a América do Sul, especialmente "com o risco representado pelas Farc".
O porta-voz do Departamento de Estado americano, Tom Casey, disse na semana passada em Washington que o Brasil "é um país muito importante no que diz respeito à liderança no continente e na colaboração com outros parceiros regionais no momento de fazer frente a alguns dos assuntos políticos que preocupam".
Oriente Médio
Outro assunto de interesse na agenda internacional de Rice com o Brasil é o conflito do Oriente Médio. Amorim participou da Conferência de Annapolis (EUA), realizada no fim de 2007 e que reuniu 50 países para discutir esse conflito.
O ministro afirmou então que sua presença em Annapolis marcou o início da participação do Brasil na solução dos grandes problemas mundiais.
Há três semanas, Amorim fez uma viagem por Arábia Saudita, Síria, Jordânia e territórios palestinos, na qual manifestou a decisão do país de ser um ator mais ativo na busca de alternativas que conduzam à paz nessa estratégica região, motivo pelo qual se prevê que também discutirá os resultados dessa viagem com Rice.
Fontes oficiais brasileiras disseram que também serão discutidos assuntos das áreas econômica e de cooperação, como a produção de etanol e biocombustíveis, tema no qual Brasil e EUA têm um acordo para cooperarem entre si e conjuntamente com outros países.
Roteiro
Analistas políticos brasileiros chamaram a atenção para o fato de que, da mesma forma que havia feito em uma viagem pela América do Sul há três anos, a secretária de Estado americana incluiu Brasil e Chile na sua rota, mas não a Argentina, cujo governo é considerado "mais próximo" à Venezuela.
Após sua visita a Brasília, Rice viaja para Salvador, onde tem interesse em conhecer a cultura e programas sociais dedicados às comunidades negras.
De Salvador, a secretária de Estado partirá rumo a Santiago do Chile, última escala de sua viagem sul-americana, onde se reunirá com a presidente do país, Michelle Bachelet, e com o ministro das Relações Exteriores chileno, Alejandro Foxley.
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