Mundo
12/03/2008 - 18h44

Geraldine Ferraro se afasta da campanha de Hillary após polêmica racial

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da Folha Online

Geraldine Ferraro --candidata à vice-presidência em 1984 e influente apoio de Hillary Clinton -- renunciou a sua função como membro do comitê financeiro da campanha de Hillary após sua polêmica afirmação de que Obama estaria à frente na corrida presidencial "apenas porque é negro", de acordo com a rede de TV americana CNN.

Em uma carta à senadora, obtida pela reportagem da rede CNN -- que falou com Geraldine pouco antes da carta ser enviada --, a ex-candidata à vice-presidência afirma que está se afastando a fim de poder falar por si mesma "e você (Hillary) poderá falar por você sobre assuntos em discussão na campanha".

De acordo com a carta publicada pela CNN, Geraldine ainda acusa a campanha do senador Obama de atacá-la para afetar Hillary e que não deixará que isso aconteça.

21.jun.2001 - Dennis Cook/AP
Geraldine Ferraro afirmou para um jornal norte-americano que a equipe de Barack Obama foi racista ao criticar suas declarações
Geraldine Ferraro afirmou para um jornal norte-americano que a equipe de Barack Obama foi racista ao criticar suas declarações

Polêmica

Na sexta-feira (7), o jornal californiano "Daily Breeze of Torrance" publicou uma entrevista com Geraldine em que ela afirmava que Obama chegou à posição que ocupa na corrida presidencial por ser negro.

"Se Obama fosse um homem branco, ele não estaria nesta posição. E se fosse mulher (de qualquer cor) também não estaria nesta posição", disse Geraldine.

Nesta terça-feira (12), a ex-candidata à vice-presidência acusou a equipe de Barack Obama por comentários que considerou racistas. Em entrevista ao mesmo jornal, ela afirmou que as críticas da equipe a seu comentário anterior sobre o senador ocorreram por "ela ser branca".

Na entrevista desta terça, ela comparou-se a Obama dizendo que a situação do candidato é muito parecida com a dela, há 24 anos, quando foi a primeira mulher a concorrer ao cargo de vice-presidente.

Em entrevista à rede de TV Fox News, Ferraro alegou que o comentário foi apenas parte da resposta dada por ela quando questionada sobre a candidatura de Obama. Na resposta, defende-se, ela explicou o comentário lembrando que, em 1984, se seu nome fosse "Gerard Ferraro" ela "nunca teria sido indicada para vice-presidente".

Reação democrata

Obama classificou o comentário de Ferraro como "absurdo". Em entrevista ao jornal "Allentown Morning News", ele afirmou que este tipo pensamento não tem espaço no partido democrata. A resposta foi uma crítica velada à campanha de Hillary Clinton na qual Ferraro atua como membro do comitê financeiro.

"Eu espero que da mesma forma que este tipo de comentário não tem espaço na minha campanha, não tenha também na campanha da senadora Hillary Clinton", disparou Obama.

Um dos estrategistas de Obama, David Axelrod, alegou ainda que Hillary teria concordado com os comentários de Ferraro ao não ter declarado publicamente seu repúdio. A falta de ação de Hillary seria ainda um sinal, segundo Axelrod, de sua "inexplicável falta de vontade" em negar que Obama fosse um muçulmano -- polêmica iniciada com a divulgação, atribuída pelo candidato à equipe de Hillary, de uma foto dele em vestes típicas durante uma visita à África.

No começo da semana, Hillary discordou publicamente dos comentários de Ferraro. Em entrevista à agência de notícias Associated Press, ela disse ser "inaceitável" que um assessor de qualquer um dos candidatos democratas tenha feito tal comentário e que a disputa pela nomeação democrata deveria estar focada na visão política dos candidatos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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