Mundo
12/03/2008 - 22h25

Democratas da Flórida planejam voto pelos correios para refazer primárias

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

Os democratas da Flórida planejam propor uma votação por correio para refazer as primárias presidenciais do Estado, apesar das objeções de membros do Congresso em realizar a votação uma segunda vez.

O líder democrata do senado da Flórida Steve Geller disse que a esperança do partido em ter uma proposta pronta para quinta-feira (13) que daria início a um período de 30 dias para decisão no comitê executivo do partido se deve ou não haver nova votação. Um possível prazo final para a votação pelos correios seria o dia 3 de junho.

Os democratas da Flórida e de Michigan discutem uma alternativa para assegurar a participação de seus delegados na convenção nacional em Denver, neste verão. O comitê nacional democrata puniu os dois Estados por adiantar suas primárias, invalidando as primárias.

A senadora Hillary ganhou tanto na Flórida quanto em Michigan, porém o nome de Barack Obama não constava na cédula de votação de Michigan.

"A meu ver há duas opções: honrar os resultados ou realizar novas primárias. Não vejo nenhuma outra solução justa e que honre o comprometimento dos 2,5 milhões de eleitores que participaram das primárias democratas nestes dois Estados", declarou Hillary nesta quarta-feira.

Seu opositor, Barack Obama, se mostrou preocupado com o rigor e a justiça de uma votação feita pelos correios. A campanha de Hillary não comentou esta opção, a não ser para dizer que aceita refazer as votações e "consideraria outras possibilidades".

Representação

De acordo com a Associated Press, Obama disse hoje a repórteres que sua campanha está consultando funcionários na Flórida e em Michigan e está confiante de que os esforços serão recompensados. "Meu princípio é que: eu quero assegurar que as delegações de Michigan e da Flórida tenham oportunidade de participarem da convenção", disse Obama, "E vamos pensar em qual a maneira mais justa de fazê-lo".

Hillary também disse à radio National Public Radio em entrevista que acredita que os resultados de Michigan são válidos e deveriam ser utilizados, ainda que o nome de seu principal opositor não estivesse nas cédulas.

"Isto foi uma escolha dele", lembrou Hillary. "Não havia regras ou pedidos para que ele tirasse seu nome da cédula, e seus simpatizantes deram início a uma campanha agressiva na tentativa de fazer a população votar em branco. Então não é que ele realmente não tenha participado, na verdade havia um esforço real de que a população votasse em branco e, ainda assim, eu obtive 55% dos votos".

Os votos em branco no Estado somaram 40%. Obama retirou seu nome da cédula como parte de um acordo de não fazer campanha no Estado por esse ter violado as regras do partido. Hillary também assinou esse acordo, porém não removeu seu nome.

Situação atual

Com Hillary e Obama competindo delegado a delegado a candidatura democrata à Presidência dos EUA, os 366 delegados destes dois Estados podem ser decisivas na disputa.

No total, o senador por Illinois conta com 1.610 delegados contra 1.481 da senadora por Nova York, segundo a rede CNN. São necessários 2.025 votos para garantir a nomeação à candidatura na Convenção Democrata Nacional, que ocorrerá entre 25 e 28 de agosto

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca