Democratas da Flórida planejam voto pelos correios para refazer primárias
Colaboração para a Folha Online
Os democratas da Flórida planejam propor uma votação por correio para refazer as primárias presidenciais do Estado, apesar das objeções de membros do Congresso em realizar a votação uma segunda vez.
O líder democrata do senado da Flórida Steve Geller disse que a esperança do partido em ter uma proposta pronta para quinta-feira (13) que daria início a um período de 30 dias para decisão no comitê executivo do partido se deve ou não haver nova votação. Um possível prazo final para a votação pelos correios seria o dia 3 de junho.
Os democratas da Flórida e de Michigan discutem uma alternativa para assegurar a participação de seus delegados na convenção nacional em Denver, neste verão. O comitê nacional democrata puniu os dois Estados por adiantar suas primárias, invalidando as primárias.
A senadora Hillary ganhou tanto na Flórida quanto em Michigan, porém o nome de Barack Obama não constava na cédula de votação de Michigan.
"A meu ver há duas opções: honrar os resultados ou realizar novas primárias. Não vejo nenhuma outra solução justa e que honre o comprometimento dos 2,5 milhões de eleitores que participaram das primárias democratas nestes dois Estados", declarou Hillary nesta quarta-feira.
Seu opositor, Barack Obama, se mostrou preocupado com o rigor e a justiça de uma votação feita pelos correios. A campanha de Hillary não comentou esta opção, a não ser para dizer que aceita refazer as votações e "consideraria outras possibilidades".
Representação
De acordo com a Associated Press, Obama disse hoje a repórteres que sua campanha está consultando funcionários na Flórida e em Michigan e está confiante de que os esforços serão recompensados. "Meu princípio é que: eu quero assegurar que as delegações de Michigan e da Flórida tenham oportunidade de participarem da convenção", disse Obama, "E vamos pensar em qual a maneira mais justa de fazê-lo".
Hillary também disse à radio National Public Radio em entrevista que acredita que os resultados de Michigan são válidos e deveriam ser utilizados, ainda que o nome de seu principal opositor não estivesse nas cédulas.
"Isto foi uma escolha dele", lembrou Hillary. "Não havia regras ou pedidos para que ele tirasse seu nome da cédula, e seus simpatizantes deram início a uma campanha agressiva na tentativa de fazer a população votar em branco. Então não é que ele realmente não tenha participado, na verdade havia um esforço real de que a população votasse em branco e, ainda assim, eu obtive 55% dos votos".
Os votos em branco no Estado somaram 40%. Obama retirou seu nome da cédula como parte de um acordo de não fazer campanha no Estado por esse ter violado as regras do partido. Hillary também assinou esse acordo, porém não removeu seu nome.
Situação atual
Com Hillary e Obama competindo delegado a delegado a candidatura democrata à Presidência dos EUA, os 366 delegados destes dois Estados podem ser decisivas na disputa.
No total, o senador por Illinois conta com 1.610 delegados contra 1.481 da senadora por Nova York, segundo a rede CNN. São necessários 2.025 votos para garantir a nomeação à candidatura na Convenção Democrata Nacional, que ocorrerá entre 25 e 28 de agosto
Com Associated Press
Leia mais
- Geraldine Ferraro se afasta da campanha de Hillary após polêmica racial
- Conselheiros de McCain fizeram lobby em licitação de avião-tanque
- Hillary e Obama trocam acusações em dia de votação no Mississippi"
- Seriado "profetizou" realidade democrata nas eleições dos EUA
- Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional
- Primárias no Mississippi devem aumentar vantagem de Obama
Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar