Colômbia e Equador divergem sobre versões de ação militar, diz OEA
da Folha Online
O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), o chileno José Miguel Insulza, declarou nesta quarta-feira que existem divergências entre as versões de Colômbia e Equador sobre o ataque colombiano a um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano que matou o número dois do grupo, Raúl Reyes.
A delegação da OEA liderada por Insulza concluiu nesta quarta sua visita ao Equador e à Colômbia para analisar as versões apresentadas pelos dois governos para a operação militar que deflagrou uma grave crise diplomática na região.
| Jose Miguel Gomez /Reuters |
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| O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, em coletiva nesta quarta-feira |
Os dois países divergem sobre o ponto de onde foi feito o disparo que provocou a morte de Reyes. Bogotá afirma que lançou os projéteis a partir de território colombiano.
"Os dois governos afirmaram coisas diferentes sobre a forma como se produziu o ataque. Verificamos ontem (terça-feira) detalhadamente a versão colombiana, temos os argumentos do Equador, e acredito que vai ser difícil ir mais além, mas isso também será citado no relatório", declarou Insulza.
A missão da OEA para investigar o incidente irá redigir um relatório que será apresentado durante a reunião de chanceleres do organismo, prevista para a próxima segunda-feira (17), em Washington.
O chileno afirmou que na terça, junto a oficiais colombianos, esteve, aparentemente, "no ponto exato de onde os aviões teriam disparado", e disse que "a informação dada pela outra parte (a equatoriana) é que os disparos teriam vindo de um local diferente".
Missão
Insulza liderou uma missão da OEA na região fronteiriça, situada sobre o rio San Miguel, a mais de 1.000 km ao sul de Bogotá, onde ocorreu a operação colombiana que deixou ao menos 25 mortos no dia 1º de março e provocou uma crise diplomática com Equador e Venezuela.
O secretário, que no fim de semana visitou a zona em território equatoriano onde estavam acampados Reyes e os demais guerrilheiros, viajou ontem à mesma região, mas do lado colombiano, acompanhado dos membros da missão designada pela OEA para investigar a incursão.
Segundo o secretário-geral, "existem dúvidas nos dois países", acrescentando que "quando os presidentes deram a crise por superada, ambos tinham claro que existiam diferentes versões a respeito do que ocorrera".
Insulza recebeu nesta quarta do presidente colombiano, Álvaro Uribe, sua versão sobre o ataque ao acampamento das Farc, documentos e material encontrado no acampamento equatoriano de Raúl Reyes.
O chefe da OEA declarou que "se elucidaram alguns pontos quanto ao caráter do acampamento", que segundo as autoridades equatorianas era transitório, enquanto a Colômbia alega que estava há algum tempo no local.
"Sobre as razões por trás do ataque, há muitas evidências de que aconteceu por causa da presença de Reyes", disse.
Cooperação
O secretário disse que, durante a visita ao acampamento, a missão observou que é "uma fronteira muito difícil de proteger" e, portanto, "a cooperação ajudará muito", ressaltando a importância de haver "vontade" dos governos da Colômbia e do Equador nesse sentido.
"Existem elementos de cooperação (entre os dois governos) na luta contra o terrorismo, mas existe também uma demanda por mais cooperação, isso é uma realidade. Portanto, acredito que nosso relatório, além de destacar as dificuldades, jogará luz sobre as coisas que podem ser feitas para que estes fatos não voltem a ocorrer", afirmou Insulza.
Entre os integrantes da missão estão o presidente do Conselho Permanente, Cornelius Smith, o representante brasileiro, Osmar Chohfi, Aristides Royo, do Panamá e María Zavala, do Peru. A delegação conta ainda com o secretário de Assuntos Legais da OEA, Jean Michel Arrighi, e o Diretor de Sustentabilidade Democrática, Víctor Rico.
Com France Presse e Efe
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Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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