Mundo
12/03/2008 - 21h35

Colômbia e Equador divergem sobre versões de ação militar, diz OEA

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da Folha Online

O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), o chileno José Miguel Insulza, declarou nesta quarta-feira que existem divergências entre as versões de Colômbia e Equador sobre o ataque colombiano a um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano que matou o número dois do grupo, Raúl Reyes.

A delegação da OEA liderada por Insulza concluiu nesta quarta sua visita ao Equador e à Colômbia para analisar as versões apresentadas pelos dois governos para a operação militar que deflagrou uma grave crise diplomática na região.

Jose Miguel Gomez /Reuters
O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, em coletiva nesta quarta-feira
O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, em coletiva nesta quarta-feira

Os dois países divergem sobre o ponto de onde foi feito o disparo que provocou a morte de Reyes. Bogotá afirma que lançou os projéteis a partir de território colombiano.

"Os dois governos afirmaram coisas diferentes sobre a forma como se produziu o ataque. Verificamos ontem (terça-feira) detalhadamente a versão colombiana, temos os argumentos do Equador, e acredito que vai ser difícil ir mais além, mas isso também será citado no relatório", declarou Insulza.

A missão da OEA para investigar o incidente irá redigir um relatório que será apresentado durante a reunião de chanceleres do organismo, prevista para a próxima segunda-feira (17), em Washington.

O chileno afirmou que na terça, junto a oficiais colombianos, esteve, aparentemente, "no ponto exato de onde os aviões teriam disparado", e disse que "a informação dada pela outra parte (a equatoriana) é que os disparos teriam vindo de um local diferente".

Missão

Insulza liderou uma missão da OEA na região fronteiriça, situada sobre o rio San Miguel, a mais de 1.000 km ao sul de Bogotá, onde ocorreu a operação colombiana que deixou ao menos 25 mortos no dia 1º de março e provocou uma crise diplomática com Equador e Venezuela.

O secretário, que no fim de semana visitou a zona em território equatoriano onde estavam acampados Reyes e os demais guerrilheiros, viajou ontem à mesma região, mas do lado colombiano, acompanhado dos membros da missão designada pela OEA para investigar a incursão.

Segundo o secretário-geral, "existem dúvidas nos dois países", acrescentando que "quando os presidentes deram a crise por superada, ambos tinham claro que existiam diferentes versões a respeito do que ocorrera".

Insulza recebeu nesta quarta do presidente colombiano, Álvaro Uribe, sua versão sobre o ataque ao acampamento das Farc, documentos e material encontrado no acampamento equatoriano de Raúl Reyes.

O chefe da OEA declarou que "se elucidaram alguns pontos quanto ao caráter do acampamento", que segundo as autoridades equatorianas era transitório, enquanto a Colômbia alega que estava há algum tempo no local.

"Sobre as razões por trás do ataque, há muitas evidências de que aconteceu por causa da presença de Reyes", disse.

Cooperação

O secretário disse que, durante a visita ao acampamento, a missão observou que é "uma fronteira muito difícil de proteger" e, portanto, "a cooperação ajudará muito", ressaltando a importância de haver "vontade" dos governos da Colômbia e do Equador nesse sentido.

"Existem elementos de cooperação (entre os dois governos) na luta contra o terrorismo, mas existe também uma demanda por mais cooperação, isso é uma realidade. Portanto, acredito que nosso relatório, além de destacar as dificuldades, jogará luz sobre as coisas que podem ser feitas para que estes fatos não voltem a ocorrer", afirmou Insulza.

Entre os integrantes da missão estão o presidente do Conselho Permanente, Cornelius Smith, o representante brasileiro, Osmar Chohfi, Aristides Royo, do Panamá e María Zavala, do Peru. A delegação conta ainda com o secretário de Assuntos Legais da OEA, Jean Michel Arrighi, e o Diretor de Sustentabilidade Democrática, Víctor Rico.

Com France Presse e Efe

Comentários dos leitores
Rui Ruz Caputi Caputi (1130) 02/06/2008 21h47
Rui Ruz Caputi Caputi (1130) 02/06/2008 21h47
Quero ouvir e ver uma boa explicação sobre a contratação com meu dinheiro pago atravez de meus impostos, da esposa do guerrilheiro a Sra Slongo no ministerio da pesca.
Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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FORTALEZA / CE
Serra calado é REI!!!
Tó fora...
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FORTALEZA / CE
Estes tucanos são sem sobra de duvidas uns cara de pau com cupim... E a mídia conservadora dando destaque pra esta galera que estão sendo procurados até na suiça e frança isso sim é babado... E a josé serra vem com o papo que é eleitoreiro...!!! Agora até a frança e a suiça são PETISTAS... Se bem que o povo francês quando cismam são bem parecidos com os PETISTAS do Brasil... vão para as ruas e defendem seus interesses sociais... As conquistas, agora já a turma dos demos e p$db é sujo muito sujo e se for levantado o tapete vai sobrar pra mídia conservadora, pra banqueiros, doleiros, sonegadores, traficantes, polícia, prefeituras, estados e vai respingar não vai lambuzar o serra, alkcmim, aécio, yeda, arthur, agripino, fortes, acm junior e a legião menor da base do p$db/demo... 13 opiniões
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