Polícia indiana prende cem exilados que marchavam em direção ao Tibete
da France Presse, em Dhera
A polícia indiana prendeu nesta quinta-feira cem tibetanos exilados no norte da Índia que caminhavam desde segunda-feira em direção ao Tibete para protestar contra as violações dos direitos humanos cometidas pela China no território.
"Prendemos cem pessoas", afirmou Atul Fulzele, oficial da polícia do Estado setentrional de Himachal Pradesh. Entre os detidos estão cinco mulheres.
Um dos organizadores da marcha pediu ao governo indiano que não tente acalmar a China com bloqueios à marcha. "Independente da ação das autoridades, esta marcha vai prosseguir", afirmou Sonam Dorje, porta-voz do Congresso da Juventude Tibetana.
| Ashwini Bhatia/AP |
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| Exilado segura cartaz de Gandhi ao ser preso; polícia indiana prende cem exilados |
A caminhada simbólica de refugiados tibetanos na Índia, a cinco meses dos Jogos Olímpicos de Pequim, foi retomada na última terça-feira (11) depois de ter sido interrompida no dia anterior pela polícia indiana.
Os exilados saíram de Dharamsala, norte da Índia, onde o líder espiritual dos budistas tibetanos, o dalai-lama, 72, vive desde 1959.
Na última segunda-feira (10), o dalai-lama denunciou a repressão chinesa no Tibete, em uma declaração pouco comum por ocasião do aniversário de 49 anos de sua fuga de Lhasa para a Índia.
O Prêmio Nobel da Paz de 1989, que há seis meses recebe um respaldo cada vez maior no Ocidente, protestou contra as "violações enormes e inimagináveis dos direitos humanos" cometidas pela China no Tibete, que vão "até a negação da liberdade religiosa".
Gás lacrimogêneo
Na terça-feira (11), a polícia chinesa dispersou, com bombas de gás lacrimogêneo, uma manifestação de centenas de monges budistas ocorrida pelo segundo dia consecutivo em Lhasa (capital tibetana), informou nesta quarta-feira a Radio Free Asia (Rádio Ásia Livre).
Aproximadamente 600 monges marcharam de seu monastério em direção à sede da polícia para pedir a libertação dos companheiros presos na última segunda-feira (10) durante uma manifestação organizada por ocasião do 49º aniversário de exílio do dalai-lama.
Ao chegar à sede da polícia, aproximadamente 2.000 policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os monges. A emissora não informou se o protesto terminou com prisões.
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