Mundo
13/03/2008 - 08h55

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

Colaboração para a Folha Online

A Flórida propôs realizar uma nova primária e, para evitar custos que não tem como pagar, sugeriu que as cédulas fossem enviadas pelo correio para os eleitores. O partido democrata do Estado opôs-se vigorosamente à idéia, com medo de violar os direitos dos seus eleitores que já votaram uma vez.

A Flórida tenta recuperar seus delegados para a convenção democrata nacional após ter sido punida por realizar sua votação antes do período estipulado pelo partido.

Os candidatos democratas tiveram uma semana de muita polêmica com os comentários de Geraldine Ferraro, assessora da senadora Hillary Clinton, sobre o fato do senador Barack Obama estar na corrida presidencial apenas por ser negro.

Outro fato que exigiu cuidado nos discursos democratas foi o escândalo sexual que envolveu o governador de Nova York, Eliot Spitzer. Spitzer era superdelegado pelo Estado e já havia declarado seu apoio a Hillary. Os candidatos evitaram discutir sobre o tema e fizeram apenas comentários gerais.

Veja a seguir a repercussão na imprensa internacional da corrida dos pré-candidatos presidenciais à nomeação partidária nos Estados Unidos.

"The Washington Post" (EUA)
Flórida considera nova votação pelo correiro

Reprodução
Washington Post
Washington Post

O partido democrático da Flórida propôs refazer sua primária pelo correio, em uma tentativa de recuperar a sua representatividade na convenção nacional do partido, em agosto. Contudo, a delegação partidária do Estado e a equipe de campanha do senador Barack Obama opuseram-se a idéia.

A Flórida perdeu o direito de participar do evento democrata após realizar suas primárias em janeiro, contra orientações do partido.

O partido opôs-se a idéia, pois teme que uma nova votação possa prejudicar os eleitores e causar um novo fracasso em um Estado ainda perseguido pela polêmica da eleição presidencial de 2000 -- na época, o candidato democrata Al Gore foi escolhido pelo voto dos eleitores, mas o republicano George W. Bush acabou vitorioso na contagem dos delegados.

A solução desta situação na Flórida e Michigan, que também foi retirada da convenção nacional tornou-se um assunto crítico na disputa democrata entre os senadores Barack Obama e Hillary Clinton, afinal os Estados têm um número de delegados suficiente para definir a corrida pela nomeação.

"The New York Times" (EUA)
A questão racial aparece de novo para os democratas

Reprodução
NY Times
NY Times

Esta semana, o tema racial surgiu novamente no topo da corrida democrata e colocou os candidatos de novo em um campo de batalha. Nesta quarta-feira (12), uma aliada próximo de Hillary, Geraldine Ferraro demitiu-se da equipe de campanha da senadora, depois de seus recentes comentários nos quais afirmou que "se Obama fosse um homem branco, ele não estaria nesta posição como candidato à eleição".

Ferraro não voltou atrás em seu comentário e Hillary, apesar de classificar a frase como um erro não demitiu a aliada. A equipe de Obama não perdeu a oportunidade de criticar a oponente pela suposta omissão e retomou ainda os comentários sobre a polêmica da foto de Obama em vestes típicas que originaram suposições sobre sua raiz muçulmana. Eles afirmam que foi a equipe de Hillary que enviou a foto, tirada há alguns anos, para a mídia norte-americana.

Obama, em entrevista a repórteres na quarta-feira, afirmou não acreditar que havia uma diretriz na campanha de Hillary para destacar as diferenças raciais entre os candidatos. Ele afirmou ainda que estava confuso sobre como, após mais de um ano de campanha, raça e gênero estão mais do que nunca no topo da discussão.

"USA Today" (EUA)
A contagem dos superdelegados continua indefinida

Reprodução
USA Today
USA Today

A contagem dos votos dos superdelegados ainda é incerta no partido democrata. Essencial para garantir a vitória em uma competição tão acirrada, descobrir o voto dos membros do partido e políticos eleitos depende do dia da semana.

Tudo pode alterar o ânimo dos superdelegados: férias, mortes, eleições e até ir de um Estado a outro. Nesta quarta-feira, a renúncia do governador Eliot Spitzer foi motivo de mudanças.

O governador era um dos superdelegados pelo Estado o que diminui o número de votos em disputa. Seu sucessor, o vice-governador David Paterson já é superdelegado do comitê democrata nacional e não terá dois votos. Spitzer e Paterson já declararam seu apoio a Hillary.

"É um jogo que muda constantemente", afirmou o estrategista Peter Fenn. "As regras são tão misteriosas e malucas que você teria que ter um doutorado em matemática e ciência política para entender", brinca.

"Telegraph" (Reino Unido)
Obama evita questões levantadas pelos casos de Eliot Spitzer e Geraldine Ferraro

Reprodução
Telegraph
Telegraph

O jornal inglês traz na coluna de Toby Harnden a tentativa do senador Barack Obama de evitar as questões polêmicas que surgiram na campanha democrata nos últimos dias: Geraldine Ferraro e Eliot Spitzer.

Obama, segundo Harnden, tem estado muito quieto nos últimos dois dias. Ele não tem nenhuma entrevista ou compromisso de campanha marcado. Ele ignorou completamente duas questões sobre Spitzer feitas a ele durante uma visita a um restaurante em Greenville, Mississippi.

Depois, ele recusou-se a declarar qualquer coisa sobre Ferraro -- apesar de seu estrategista David Axelrod estar em coletiva de imprensa no mesmo prédio e na mesma hora em Fairless Hills, Pensilvânia criticando duramente Ferraro aos repórteres.

Comentários dos leitores
Luiz Castro (111) 13/10/2008 17h16
Luiz Castro (111) 13/10/2008 17h16
Agradeço a Leon Diniz mais uma vêz pela citação.
A campanha chega em sua reta final. Com a realização do último debate os candidatos vislumbram seu destino. A campanha republicana se perdeu no meio da tempestade financeira, infelizmente a américa só acordou para o desastre representado por Bush quando o ataque foi aos seus próprios bolsos. Enquanto destruiam países ninguém reclamou, mas bastou para que o deles fosse implodido para que as coisas pudessem tomar outro rumo. Agindo como Cesar, que fritou roma por capricho, Bush assou a américa em fogo brando, aquecendo a todos com sua conversa mole e mentindo deslavadamente. Há quem goste é certo... Com um tipo de comportamento por semana MacCain/Palin só demonstram que querem o poder, sem nada oferecerem de concreto. Como um principiante o candidato só conseguiu aumentar a distância que o separa de Obama nas pesquisas. Como definiu claramente o âncora do SNL, Steve Colbert, MacCain acusou Obama de não saber a diferença entre tática e estratégia, ao que Colbert emendou: "...para MacCain, tática foi a utilizada por Bush/Rove nas primárias de 2000 para destruir sua imagem, e estratégia é a mesma tática usada anteriormente por Rove e a turma que agora auxilia MacCain, para que este destrua Barack Obama em 2008." Perfeito! Os republicanos já mostram sinais de desistência e falam abertamente que está tudo perdido, cabe agora saber se Obama terá maioria absoluta no congresso, se conseguir poderá fazer muito pela américa e pelo mundo.
sem opinião
avalie fechar
Leon Diniz Diniz (57) 13/10/2008 16h15
Leon Diniz Diniz (57) 13/10/2008 16h15
Parabêns Luis Castro pela sua postagem, em que você mostra claramente e com dois dias de antecedência antes de sair publicado no Brasil, o tom agressivo dos comícios do Senador Mac Cain, onde os presentes pregam o esfolamento e até a morte do Senador Obama. Mac Cain aceita o clima e como um incendiário político, diz que no último debate vai chicoter o Senador Obama.
Mac Cain, isso lá são modos de tratar o seu futuro presidente da república? Será que o senhor gostaria de ter igual tratamento? E se fosse o senhor que estivesse no auge da popularidade por sua exclusiva competência e talento pessoal, gostaria de sofrer ameaças físicas ou ataques injuriosos por conta disso?
Calma Mac Cain! O Senhor já fez a sua parte e entrou para a história como o homem que está disputando uma eleição que imortalizará os sonhos de Linconl e de Luther King, do dia em que um negro se sentará no Salão Oval da Casa Branca, tendo todas as oportunidades de resgatar os sonhos americano, dialogando mais com o mundo, viajando muito e reduzindo o sentimento anti-americano que tomou conta da Terra por conta do terror bélico que a américa disseminou nos últimos 27 anos.
Parabens Luis pelo seu texto que mostra como a moral e a sensibilidade de um povo se deteriorou a tal ponto que leva uma grande analista de economia do EUA ao ser ouvida após o debate, mostrando-se desalentada com a performa-se de Mac Cain, diz textualmente "Ah, se o 11/09 fosse hoje, Mac reverteria este resultado"!
sem opinião
avalie fechar
Douglas Sandalo (1) 13/10/2008 12h59
Douglas Sandalo (1) 13/10/2008 12h59
O nome do Homer J. Simpsons e não é pelo fato do J. ser de "Jota" ,que ele deixa de ser o que é. Bobeira essa coisa de Hussein, se fosse assim coitados dos Silvas e Souzas sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2065)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca