Arcebispo seqüestrado no Iraque é encontrado morto
da Folha Online
O arcebispo da cidade iraquiana de Mossul Paulos Faraj Rahho, seqüestrado no fim do mês passado no Iraque, foi encontrado morto nesta quinta-feira em uma estrada ao norte do país, anunciou nesta quinta-feira o arcebispo auxiliar de Bagdá, monsenhor Shlemon Warduni, ao serviço de informação da Igreja Católica italiana.
O arcebispo católico do rito caldeu, um dos mais antigos da igreja, foi seqüestrado no dia 29 de fevereiro durante um assalto em uma estrada perto de Mossul, no qual morreram o motorista e os dois seguranças do arcebispo.
Fontes policiais disseram que pessoas não identificadas ligaram para a sede da Igreja Caldéia (com sede no Iraque) na noite desta quarta-feira e comunicaram que "o arcebispo seqüestrado estava morto e enterrado em um ponto do oeste da cidade".
"Uma força conjunta da polícia e do Exército foi reunida imediatamente, foi ao local indicado e iniciou o trabalho de busca até encontrar o corpo", disseram as fontes. "Tinha vários tiros na cabeça", acrescentaram.
Após receber a notícia, o papa Bento 16 se disse "comovido e muito triste" pela "trágica morte" do arcebispo, cujo corpo foi encontrado 13 dias depois do seqüestro, informou um porta-voz do Vaticano.
Nos últimos tempos, vários sacerdotes e bispos caldeus foram capturados no Iraque, mas sempre eram libertados após alguns dias. A Igreja Caldéia, formada por católicos de rito oriental, é a maior comunidade cristã do Iraque, com quase 600 mil membros.
No último domingo, o papa Bento 16 pediu a libertação do arcebispo. Ele classificou o seqüestro como "condenável" e expressou sua "amargura" com o fato, que segundo ele, afetava profundamente a Igreja.
Com agências internacionais
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