Mundo
13/03/2008 - 10h57

Eleitores nos EUA preferem presidente democrata, aponta pesquisa

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da Folha Online

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira aponta que 50% dos eleitores entrevistados preferem que um democrata ocupe o cargo na Casa Branca. Já 37% gostariam de ter um presidente republicano.

Realizada pela rede de TV norte-americana NBC em parceria com o jornal "Wall Street Journal", a pesquisa indicou empate técnico em caso de uma disputa entre o candidato republicano John McCain e de cada um dos dois candidatos democratas. O senador Barack Obama ganharia de McCain por 47% a 44%. Hillary Clinton também derrotaria o republicano, mas com uma margem ainda menor de 47% contra 45%.

Entre os temas de campanha, 56% do eleitorado elenca economia e saúde como os temas mais importantes na decisão por um candidato presidencial. Na eleição de 2004, o tema mais abordado pelos eleitores era o terrorismo. Esta mudança explicaria a preferência dos eleitores pelos candidatos democratas que são melhor avaliados nestes temas.

A pesquisa avaliou também dez qualidades normalmente atribuídas a candidatos presidenciais. O republicano McCain teve a melhor pontuação no quesito "ter conhecimento e experiência suficientes para lidar com as exigências da Presidência" para quase 70% dos entrevistados. Ele também obteve o melhor resultado com 61% dos votos para um candidato de liderança forte e que está preparado para assumir o cargo.

Para o republicano Bill McInturff, membro da equipe que conduziu a pesquisa, o bom resultado de McCain nestes quesitos foi influenciado por seu perfil de aviador naval e senador com grande experiência em temas de segurança nacional. "Os americanos conseguem imaginar McCain atrás da mesa na sala oval da Casa Branca. A dúvida é se ele conseguirá levar o país como os eleitores querem", questiona.

McCain x Bush

As piores porcentagens de McCain foram em temas tipicamente associados aos candidatos democratas.

Apenas 20% dos eleitores entrevistados acreditam que ele trará mudanças efetivas em relação à política desenvolvida pelo atual presidente George W. Bush, também um republicano. Já 22% disseram que o senador é um candidato inspirador e 31% afirmaram ter a mesma opinião que o candidato nos temas apresentados.

Uma enquete realizada pela Folha Online aponta que 73% dos leitores dizem acreditar que uma vitória de McCain representaria a continuidade do governo Bush. O resultado da enquete não tem valor de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de leitores da Folha Online.

McCain mantém uma imagem positiva entre 47% dos eleitores. Mesmo entre os eleitores que têm "sentimentos positivos" em relação a McCain, 70% declaram-se insatisfeitos com o candidato escolhido pelo partido republicano.

Na primeira pesquisa realizada pelo jornal desde que McCain garantiu o número de delegados para sua nomeação, 52% dos republicanos prefeririam outro candidato. O dado indica o desafio que McCain enfrentará a partir de agora para unir o partido republicano em torno de sua candidatura à Presidência.

Em uma eleição que tem como lema maior a mudança, 75% dos eleitores querem que o novo presidente governe de maneira diferente que George Bush, especialmente na política em relação ao Iraque. A mesma porcentagem acredita que McCain não representa esta mudança.

Democratas

No lado democrata, a pesquisa do "Wall Street" indica uma pequena vantagem da senadora Hillary Clinton sobre seu oponente Barack Obama, 47% to 43%. Na pesquisa realizada pelo mesmo jornal em janeiro, Hillary liderava com 53% contra 37% de Obama.

Em uma possível disputa com o candidato republicano, os eleitores acreditam que ambos os candidatos democratas seriam capazes de ganhar a eleição presidencial. Contudo, 48% indicam que Obama seria um candidato mais adequado contra 38% que preferem Hillary.

Na lista de atributos desenvolvida pela pesquisa, os candidatos democratas mostram resultados opostos. Obama tem grande vantagem em questões de personalidade, como ser agradável e de fácil convívio, quesito de menor pontuação de Hillary. Já a senadora ganha nos atributos políticos, como conhecimento e experiência, o mesmo no qual Obama recebeu sua pior classificação.

Na escolha de um candidato que trará mudanças efetivas no governo, principal mote da campanha de Obama, o candidato foi escolhido por 72% dos entrevistados. O senador é também o democrata mais inspirador, com 73% dos votos, 21 pontos a mais que sua oponente.

A pesquisa indica também que o apoio do ex-presidente Bill Clinton pode trazer problemas para Hillary. Pela primeira vez em cinco anos de pesquisas realizadas pelo Wall Street, o número de eleitores com uma visão negativa de Clinton é maior que aqueles que ainda o aprovam como político, principalmente por seu trabalho em política internacional. a queda de sua popularidade pode ser atribuída, segundo indica a pesquisa, às críticas de Clinton ao senador Obama.

A rede de TV NBC ouviu 1012 eleitores registrados, entre os dias 7 e 10 de março e tem uma margem de erro de aproximadamente 3%.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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