Eleitores nos EUA preferem presidente democrata, aponta pesquisa
da Folha Online
Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira aponta que 50% dos eleitores entrevistados preferem que um democrata ocupe o cargo na Casa Branca. Já 37% gostariam de ter um presidente republicano.
Realizada pela rede de TV norte-americana NBC em parceria com o jornal "Wall Street Journal", a pesquisa indicou empate técnico em caso de uma disputa entre o candidato republicano John McCain e de cada um dos dois candidatos democratas. O senador Barack Obama ganharia de McCain por 47% a 44%. Hillary Clinton também derrotaria o republicano, mas com uma margem ainda menor de 47% contra 45%.
Entre os temas de campanha, 56% do eleitorado elenca economia e saúde como os temas mais importantes na decisão por um candidato presidencial. Na eleição de 2004, o tema mais abordado pelos eleitores era o terrorismo. Esta mudança explicaria a preferência dos eleitores pelos candidatos democratas que são melhor avaliados nestes temas.
A pesquisa avaliou também dez qualidades normalmente atribuídas a candidatos presidenciais. O republicano McCain teve a melhor pontuação no quesito "ter conhecimento e experiência suficientes para lidar com as exigências da Presidência" para quase 70% dos entrevistados. Ele também obteve o melhor resultado com 61% dos votos para um candidato de liderança forte e que está preparado para assumir o cargo.
Para o republicano Bill McInturff, membro da equipe que conduziu a pesquisa, o bom resultado de McCain nestes quesitos foi influenciado por seu perfil de aviador naval e senador com grande experiência em temas de segurança nacional. "Os americanos conseguem imaginar McCain atrás da mesa na sala oval da Casa Branca. A dúvida é se ele conseguirá levar o país como os eleitores querem", questiona.
McCain x Bush
As piores porcentagens de McCain foram em temas tipicamente associados aos candidatos democratas.
Apenas 20% dos eleitores entrevistados acreditam que ele trará mudanças efetivas em relação à política desenvolvida pelo atual presidente George W. Bush, também um republicano. Já 22% disseram que o senador é um candidato inspirador e 31% afirmaram ter a mesma opinião que o candidato nos temas apresentados.
Uma enquete realizada pela Folha Online aponta que 73% dos leitores dizem acreditar que uma vitória de McCain representaria a continuidade do governo Bush. O resultado da enquete não tem valor de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de leitores da Folha Online.
McCain mantém uma imagem positiva entre 47% dos eleitores. Mesmo entre os eleitores que têm "sentimentos positivos" em relação a McCain, 70% declaram-se insatisfeitos com o candidato escolhido pelo partido republicano.
Na primeira pesquisa realizada pelo jornal desde que McCain garantiu o número de delegados para sua nomeação, 52% dos republicanos prefeririam outro candidato. O dado indica o desafio que McCain enfrentará a partir de agora para unir o partido republicano em torno de sua candidatura à Presidência.
Em uma eleição que tem como lema maior a mudança, 75% dos eleitores querem que o novo presidente governe de maneira diferente que George Bush, especialmente na política em relação ao Iraque. A mesma porcentagem acredita que McCain não representa esta mudança.
Democratas
No lado democrata, a pesquisa do "Wall Street" indica uma pequena vantagem da senadora Hillary Clinton sobre seu oponente Barack Obama, 47% to 43%. Na pesquisa realizada pelo mesmo jornal em janeiro, Hillary liderava com 53% contra 37% de Obama.
Em uma possível disputa com o candidato republicano, os eleitores acreditam que ambos os candidatos democratas seriam capazes de ganhar a eleição presidencial. Contudo, 48% indicam que Obama seria um candidato mais adequado contra 38% que preferem Hillary.
Na lista de atributos desenvolvida pela pesquisa, os candidatos democratas mostram resultados opostos. Obama tem grande vantagem em questões de personalidade, como ser agradável e de fácil convívio, quesito de menor pontuação de Hillary. Já a senadora ganha nos atributos políticos, como conhecimento e experiência, o mesmo no qual Obama recebeu sua pior classificação.
Na escolha de um candidato que trará mudanças efetivas no governo, principal mote da campanha de Obama, o candidato foi escolhido por 72% dos entrevistados. O senador é também o democrata mais inspirador, com 73% dos votos, 21 pontos a mais que sua oponente.
A pesquisa indica também que o apoio do ex-presidente Bill Clinton pode trazer problemas para Hillary. Pela primeira vez em cinco anos de pesquisas realizadas pelo Wall Street, o número de eleitores com uma visão negativa de Clinton é maior que aqueles que ainda o aprovam como político, principalmente por seu trabalho em política internacional. a queda de sua popularidade pode ser atribuída, segundo indica a pesquisa, às críticas de Clinton ao senador Obama.
A rede de TV NBC ouviu 1012 eleitores registrados, entre os dias 7 e 10 de março e tem uma margem de erro de aproximadamente 3%.
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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