Candidatos democratas voltam a debater polêmica racial
da Folha Online
Na noite desta quarta-feira (12), os candidatos democratas voltaram a falar sobre a polêmica questão racial. A senadora Hillary Clinton pediu desculpas ao eleitorado negro em um fórum de jornais norte-americanos, na Pensilvânia. Já o senador Barack Obama reafirmou sua posição contrária à discriminação racial em uma entrevista coletiva em Chicago.
Hillary voltou ao tema em um fórum patrocinado pela Associação Nacional de Empresas Jornalísticas dos EUA, que conta com mais de 200 jornais de comunidades negras. Ela pediu desculpas pelo comentário feito por seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, após as primárias da Carolina do Sul. Na época, ele afirmou que Jesse Jackson --candidato negro à Presidência em 1984 e 1988 também havia ganho no Estado-- comparação que muitos entenderam como uma forma de diminuir as vitórias de Obama.
| 7.mar.2008 Carolyn Kaster/AP |
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| A senadora Hillary Clinton em campanha no Mississippi. A disputa agora é na Pensilvânia. |
Hillary tentou contextualizar o depoimento, e afirmou firmemente que tanto Jackson quanto Obama são políticos "de quem todos podem se orgulhar". No mesmo evento, ela afirmou que seu marido "não quis ser ofensivo", e pediu desculpas para quem tenha se sentido atingido.
Ela lembrou que, em nenhum momento de sua vida pública, ela e seu marido foram envolvidos em casos de racismo.
Em uma tentativa de aliviar as ofensivas de sua campanha contra Obama, Hillary declarou que "qualquer um dos candidatos que for nomeado deverá fazer um grande esforço para unir o Partido Democrata". Ela garantiu ainda que, caso Obama ganhe a nomeação, ele poderá contar com o apoio de seus eleitores e aliados.
Questões sobre raça e gênero foram constantes durante a disputa entre Obama --que pode ser o primeiro presidente negro dos EUA-- e Hilllary, que seria a primeira mulher a ocupar a Casa Branca. Mas a polêmica voltou a tona após os comentários de Geraldine Ferraro, ex-assessora de Hillary que afirmou em entrevista ao ""Daily Breeze of Torrance" que Obama só havia sido escolhido candidato por ser negro.
Hillary tentou dissociar sua imagem da de Ferraro, que demitiu-se da equipe da senadora nesta quarta-feira. No evento na Pensilvânia, ela fez questão de reafirmar seu repúdio ao comentário da assessora: "Obviamente ela não fala pela campanha e não representa nenhuma das minhas posições", enfatizou.
Barack Obama
Horas depois da demissão de Ferraro, Obama expressou publicamente sua frustação pela volta, mais uma vez, do tema racial nos debates das campanhas democratas.
Obama rechaçou os comentários da assessora de Hillary, os quais classificou de ridículos. Logo após a publicação da entrevista no jornal "Daily Breeze", na sexta-feira (7), sua equipe de campanha contatou a equipe de Hillary para denunciar a postura de Ferraro.
| 11.mar.2008 Matt Rourke/AP |
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| Barack Obama intensifica sua campanha na Pensilvânia, o local das próximas primárias |
Na quarta, em uma coletiva de imprensa no Museu de História de Chicago, Obama disse acreditar que a maioria dos eleitores tomarão suas decisões baseados em assuntos importantes e que suas vitórias nas primárias provaram que ele tem apoio de todas as raças e religiões. Além disso, ele afirmou também que não resume todas as suas expectativas no eleitorado negro.
Pesquisas de boca-de-urna realizadas pela rede de TV CNN indicaram que Obama teve cerca de 90% dos votos do eleitorado negro e 30% do eleitorado branco de Mississippi, onde ele ganhou as primárias na terça-feira (11).
Porcentagens similares em outros Estados no sul dos Estados Unidos levantaram a suposição de que o grande apoio de Obama entre o eleitorado negro estaria aumentando o apoio de Hillary entre os eleitores brancos.
Obama admitiu que alguns eleitores podem favorecê-lo apenas porque ele é negro, assim como Hillary poderá angariar votos porque é mulher. "Nós continuamos pensando que o assunto acabou. Mas isso [questões raciais] continua voltando a tona", lamentou.
Contudo, ele deixou claro em seu discurso que espera que a maioria dos norte-americanos tome sua decisão com base em quem pensam que será o melhor presidente. "Eu tenho muita confiança de que, se eu estou fazendo meu trabalho, enviando minha mensagem, haverá muitos poucos eleitores que não conquistarei. Se eu não ganhá-los, então será culpa minha", disparou.
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Especial




Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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