Mundo
13/03/2008 - 13h25

Surto de gripe leva Hong Kong a fechar escolas infantis

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da Lusa, em Hong Kong

As autoridades de saúde de Hong Kong autorizaram nesta quinta-feira (13) o fechamento de todas as escolas e jardins de infância como medida preventiva contra a gripe que já matou quatro crianças.

De acordo com informações do departamento de saúde de Hong Kong, a quarta morte, de um bebê de 21 meses que morreu em fevereiro, foi anunciada hoje.

Nesta quarta-feira, segundo o diário "South China Morning Post", uma criança de três anos foi transferida para uma unidade de cuidados intensivos de um hospital local por sintomas de gripe aguda.

Além destes dois casos, outras duas crianças e um bebê haviam morrido devido a sintomas de gripe que os especialistas dizem ser do tipo H3, considerado comum.

Com o fechamento das escolas e jardins de infância, as autoridades tentam acalmar os receios da população de um novo surto de gripe que tenha conseqüências idênticas à pneumonia atípica, que provocou a morte de cerca de 300 pessoas em Hong Kong entre 2003 e 2004.

As autoridades de saúde tinham registrado até ontem problemas de gripe em 23 escolas envolvendo 184 pessoas. Com os problemas de Hong Kong e devido ao grande movimento de pessoas entre os dois territórios, Macau está também em "alerta máximo" para prevenir casos de gripe.

Depois de terem solicitado que os grupos de risco --crianças, idosos, funcionários com contato com o público, pessoal médico e de enfermagem, e doentes crônicos-- fizessem a vacinação contra a gripe --gratuita para estas pessoas-- os serviços de saúde estão em "alerta permanente nas escolas, centros de saúde e hospitais".

"Ainda hoje estivemos reunidos e recebemos orientação política do secretário (com a tutela da Saúde e Educação) Chui Sai On para estar em alerta máximo no sentido de prevenir qualquer surto", disse Tong Ka Io, responsável pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

O mesmo responsável acrescentou que Macau olha para Hong Kong com duas preocupações fundamentais: "receios de epidemia e a possibilidade de ser afetado por casos graves".

"Felizmente, até ao momento, a situação em Macau é idêntica a anos anteriores, mas temos de estar muito alertas até pelo grande movimento de pessoas entre Macau e Hong Kong", disse Tong Ka lo.

Macau mantém --nunca deixou de manter desde a pneumonia atípica em 2003-- a medição da temperatura corporal nos postos fronteiriços, mas Tong Ka Io explica que a medida "não é eficaz para todos os casos", razão pela qual os serviços de saúde reforçaram os mecanismos de diálogo interdepartamental para que "ao mínimo sinal seja dado o alerta".

 

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