Candidatos presidenciais votam novo orçamento dos EUA
da Folha Online
Nesta quinta-feira (13), os senadores John McCain, Barack Obama e Hillary Clinton interromperam suas agendas de campanha para retornar ao Senado onde devem aprovar o próximo orçamento.
No topo da agenda de votação estão as taxas de impostos e gastos do governo, pontos importantes na campanha dos pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos.
O voto dos senadores poderá definir o orçamento que terão durante sua permanência na Casa Branca, além de ter efeito direto na imagem dos candidatos perante os eleitores.
A votação desta quinta deverá aprovar também um orçamento democrata de US$ 3 trilhões. Nele, o partido prevê aumentos generosos na verba para programas nacionais, desde que consigam um aumento proporcional na arrecadação de impostos. Como por exemplo, o aumento do imposto de renda previsto para cidadãos que recebem anualmente US$ 31.850 e casais com renda anual igual ou superior a US$ 63.700.
A possível aprovação do projeto traz riscos para os candidatos democratas que basearam suas campanhas na promessa de diminuição dos impostos.
O orçamento prevê ao todo um aumento de US$ 683 bilhões ao longo de cinco anos. Para garantir este aumento, os democratas têm dois caminhos a seguir: aumentar os impostos ou reduzir drasticamente os gastos governamentais.
E este último não faz parte do plano democrata. O partido garante no orçamento um aumento de verba maior que a inflação do período para a maioria das agências nacionais. Tanto Obama quanto Hillary aprovam também o aumento de US$ 36 bilhões (cerca de 7%.) no orçamento do Pentágono proposto pelo atual presidente George W. Bush,
Aprovação republicana
O republicano McCain ofereceu um projeto orçamentário alternativo no qual estabelece permanentemente a diminuição de impostos proposta por Bush. O problema é que, na hora de fechar as contas, o corte nos impostos poderia deixar um déficit no orçamento de cerca de US$ 130 bilhões, em 2012 e US$ 160 bilhões, em 2013.
A solução para manter um orçamento equilibrado seria cortar também a verba de programas sociais na área de saúde, habitação, desenvolvimento comunitário e de cuidados médicos para os pobres. Mas os membros moderados do partido republicano não estão dispostos a aprovar uma medida tão impopular, mesmo que seja de McCain. Isso deve deixar o caminho livre para os democratas aprovarem seu projeto.
O novo orçamento entrará em vigor daqui a três anos, quando acaba o prazo do projeto aprovado pelo governo Bush.
Leia mais
- Candidatos democratas voltam a debater polêmica racial
- Campanha equipada com paus e pedras
- Democratas da Flórida planejam voto pelos correios para refazer primárias
- Geraldine Ferraro se afasta da campanha de Hillary após polêmica racial
- Conselheiros de McCain fizeram lobby em licitação de avião-tanque
- Hillary e Obama trocam acusações em dia de votação no Mississippi"
- Seriado "profetizou" realidade democrata nas eleições dos EUA
- Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional
- Primárias no Mississippi devem aumentar vantagem de Obama
Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar