Mundo
13/03/2008 - 17h14

Candidatos presidenciais votam novo orçamento dos EUA

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da Folha Online

Nesta quinta-feira (13), os senadores John McCain, Barack Obama e Hillary Clinton interromperam suas agendas de campanha para retornar ao Senado onde devem aprovar o próximo orçamento.

No topo da agenda de votação estão as taxas de impostos e gastos do governo, pontos importantes na campanha dos pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos.

O voto dos senadores poderá definir o orçamento que terão durante sua permanência na Casa Branca, além de ter efeito direto na imagem dos candidatos perante os eleitores.

A votação desta quinta deverá aprovar também um orçamento democrata de US$ 3 trilhões. Nele, o partido prevê aumentos generosos na verba para programas nacionais, desde que consigam um aumento proporcional na arrecadação de impostos. Como por exemplo, o aumento do imposto de renda previsto para cidadãos que recebem anualmente US$ 31.850 e casais com renda anual igual ou superior a US$ 63.700.

A possível aprovação do projeto traz riscos para os candidatos democratas que basearam suas campanhas na promessa de diminuição dos impostos.

O orçamento prevê ao todo um aumento de US$ 683 bilhões ao longo de cinco anos. Para garantir este aumento, os democratas têm dois caminhos a seguir: aumentar os impostos ou reduzir drasticamente os gastos governamentais.

E este último não faz parte do plano democrata. O partido garante no orçamento um aumento de verba maior que a inflação do período para a maioria das agências nacionais. Tanto Obama quanto Hillary aprovam também o aumento de US$ 36 bilhões (cerca de 7%.) no orçamento do Pentágono proposto pelo atual presidente George W. Bush,

Aprovação republicana

O republicano McCain ofereceu um projeto orçamentário alternativo no qual estabelece permanentemente a diminuição de impostos proposta por Bush. O problema é que, na hora de fechar as contas, o corte nos impostos poderia deixar um déficit no orçamento de cerca de US$ 130 bilhões, em 2012 e US$ 160 bilhões, em 2013.

A solução para manter um orçamento equilibrado seria cortar também a verba de programas sociais na área de saúde, habitação, desenvolvimento comunitário e de cuidados médicos para os pobres. Mas os membros moderados do partido republicano não estão dispostos a aprovar uma medida tão impopular, mesmo que seja de McCain. Isso deve deixar o caminho livre para os democratas aprovarem seu projeto.

O novo orçamento entrará em vigor daqui a três anos, quando acaba o prazo do projeto aprovado pelo governo Bush.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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