Tropas chinesas isolam os principais mosteiros de Lhasa, diz jornal
da Efe, em Pequim
As tropas do Exército chinês isolaram os três maiores mosteiros em Lhasa, capital tibetana que nos últimos dias viveu uma série de incomuns protestos protagonizados por monges budistas, informou nesta sexta-feira (14) o jornal "South China Morning Post".
"Os três mosteiros estão fechados aos turistas. Há uma atmosfera de medo e tensão na capital tibetana", informou nesta sexta-feira em comunicado a organização com sede em Washington Campanha Internacional pelo Tibete, que cita fontes dos operadores turísticos na zona.
Os protestos começaram na última segunda-feira (10), quando cerca de 500 monges do mosteiro de Deprung armaram uma manifestação pelo 49º aniversário de uma rebelião fracassada contra o mandato chinês que terminou com a fuga ao exílio do dalai-lama, líder espiritual tibetano. As manifestações voltaram a acontecer no dia seguinte.
Na primeira reação de um governo estrangeiro, o ministro de Assuntos Exteriores do Canadá, Maxime Bernier, expressou ontem sua "séria preocupação" com a situação dos direitos humanos no Tibete, e pediu que o governo chinês respeite o direito dos cidadãos de se manifestar pacificamente.
As tropas do Exército de Libertação Popular chinês ocuparam o Tibete em 1951 e, segundo a versão de Pequim, o regime comunista tirou a região de um sistema "feudal e escravista".
Em 1989, o governo chinês teve de declarar a lei marcial em Lhasa, após as maciças manifestações dos tibetanos em favor da independência, que começaram também em 10 de março deste ano por causa do aniversário da revolta fracassada contra Pequim de 1959.
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