Senado dos EUA aprova orçamento e Obama critica voto de McCain
da Folha Online
Nesta quinta-feira (13), o Senado dos Estados Unidos aprovou o plano orçamentário proposto pelos democratas para eliminar o déficit federal até 2012. O plano inclui também aumentar as verbas para agências nacionais e projetos como escolas e rodovias.
Os senadores democratas Barack Obama e Hillary Clinton e o senador republicano John McCain interromperam suas agendas de campanha para comparecer à votação. Eles declararam uma breve trégua na disputa presidencial, cumprimentaram-se cordialmente e sentaram juntos nos bancos do Senado norte-americano.
A primeira votação foi em torno de um projeto que previa a proibição, por um ano, de projetos ligados a interesses particulares dos senadores, que beneficiam cidades e Condados específicos. Estes projetos representam cerca de 1% do orçamento anual. Com 71 votos contrários e 29 favoráveis, o Senado rapidamente rejeitou a proibição.
Obama, senador por Illinois, já havia divulgado seus pedidos de 2007 e aproveitou o momento para enviar à mídia uma lista com todos os projetos pedidos para 2005 e 2006. Obama pediu ainda que Hillary, senadora por Nova York, fizesse o mesmo.
Dentro do planejamento de aumento de verbas para agências e programas do governo, os senadores aprovaram a destinação de mais dinheiro para alguns programas internacionais de assistência, como a reconstrução do Iraque, o combate global a AIDS e às armas nucleares.
Após 15 horas de debate, os democratas, incluindo os candidatos Hillary e Obama, conseguiram aprovar uma versão similar ao plano orçamentário original de US$ 3 trilhões, mesmo sem o apoio do partido republicano. A votação contabilizou 212 votos favoráveis e 207 contrários. McCain, senador pelo Arizona, não votou, pois teve que sair em meio a sessão para um evento de arrecadação de verbas na Filadélfia.
O plano orçamentário não têm o poder de lei. Ele orienta apenas os gastos gerais para os comitês do Congresso. Nos próximos debates, o Senado tentará resolver as diferenças entre os orçamentos propostos pelo dois partidos, ambos focados no fim do déficit até 2012. As previsões orçamentárias deste ano indicam um rombo de US$ 400 bilhões nas contas governamentais.
Impostos
Com uma votação de 99 contra 1, incluindo o voto favorável dos três candidatos, o Senado aprovou uma emenda para estender o prazo de alguns cortes de impostos propostos pelo orçamento do atual presidente George W. Bush, incluindo o imposto de renda de pessoas com baixa renda e casais (que expirarão em 2010).
Contudo, os democratas rejeitaram uma tentativa dos republicanos de estender outros cortes de impostos de Bush, a maioria voltada para cidadãos de classe média e alta, investidores e pessoas que herdam negócios. Dos candidatos, somente o republicano McCain apoiou a emenda.
Com um novo presidente assumindo em janeiro de 2009, o Congresso deverá esperar pela nova administração antes de propor qualquer reforma na legislação tributária.
Críticas democratas
Após o fim das votações, Obama acusou o senador McCain de mudar sua posição em relação aos cortes nos impostos na tentativa de ajudar na sua nomeação presidencial republicana.
Obama lembrou que McCain opôs-se aos cortes de impostos de Bush em 2001 e 2003, mas agora apoia a extensão do benefício. "Ele tomou a decisão de mudar sua postura no assunto. Foi assim que eu suponho que ele tenha ganho seu tíquete para a nomeação republicana. Mas ele estava certo naquela época e está errado agora", disparou Obama para os repórteres.
McCain afirmou que se opôs aos cortes de taxas nos anos anteriores para prevenir o aumento no déficit orçamentário e porque eles favoreciam desproporcionalmente aos ricos. Ele defendeu sua mudança de opinião dizendo que, agora, os cortes ajudarão uma economia em sérias dificuldades.
Em resposta direta às críticas de Obama, McCain disse estar ansioso para um potencial debate com o democrata sobre impostos, durante a campanha presidencial. "O senador Obama deixou muito claro seu desejo de aumentar os impostos dos americanos. Esse vai ser um dos melhores debates que nós teremos caso ele seja nomeado pelo seu partido", rebateu o republicano.
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Especial


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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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