Protestos na capital do Tibete deixam feridos, informa imprensa oficial
da France Presse, em Pequim
da Efe, em Pequim
Os episódios de violência registrados nesta sexta-feira no centro histórico de Lhasa, capital tibetana, deixaram feridos, anunciou a agência oficial Xinhua, sem fornecer detalhes. A agência confirmou que há incêndios e violência na capital tibetana, após uma semana de protestos contra a dominação chinesa.
"Houve lojas queimadas em episódios de violência no centro de Lhasa nesta sexta-feira à tarde", informou a agência. "Testemunhas indicaram que várias lojas haviam sido incendiadas e outras próximas fecharam", acrescentou. A agência informou que alguns veículos também foram incendiados.
Os incêndios começaram a ser registrados nesta sexta-feira no mercado da antiga cidade de Lhasa, o Barkhor, que circunda o principal monastério da capital tibetana, indicaram os bombeiros e um grupo de defesa dos direitos dos tibetanos.
A embaixada americana enviou um e-mail a seus cidadãos em Lhasa pedindo que saiam imediatamente da cidade, disse à Efe uma residente dos Estados Unidos em Pequim. A embaixada emitiu a advertência depois que turistas americanos em Lhasa informaram sobre tiroteios nas ruas da cidade. Além disso, a missão diplomática pediu a seus cidadãos em Pequim que aumentem as precauções neste fim de semana.
Em Pequim, a porta-voz de uma agência de viagens, que optou por manter o anonimato, disse que nestes dias não organizou viagens ao Tibete devido à situação "tensa", e também aconselhou aos viajantes chineses que não fossem à região.
Enquanto isso, o governo chinês intensificou a censura que aplica à imprensa estrangeira, que afeta especialmente às televisões, que não podem transmitir imagens sobre a situação no Tibete.
Desde o início da semana, monges budistas protestam no Tibete e nas regiões próximas onde vivem minorias tibetanas em ocasião do 49º aniversário de uma tentativa fracassada de se libertar do domínio chinês. Na ocasião, o levante levou o dalai-lama, líder espiritual dos budistas tibetanos, ao exílio.
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