Mundo
14/03/2008 - 09h46

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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Colaboração para a Folha Online

Nesta quinta-feira (13), os candidatos interromperam suas campanhas para voltar a função de senadores e votar o orçamento do governo. O Senado aprovou o orçamento democrata de US$ 3 trilhões, mas vetou a proibição a projetos de interesse particular dos senadores.

A votação movimentou a campanha dos candidatos à Presidência. O democrata Barack Obama desafiou sua oponente Hillary Clinton a divulgar sua lista de projetos pessoais. Ele também criticou o voto do republicano John McCain a favor da extensão do corte de impostos proposto pelo atual presidente George W. Bush.

A possibilidade de uma nova primária na Flórida e Michigan parece ainda distante. A diretora do partido democrata da Flórida, Karen Thurman sugeriu uma votação pelo correio, que custaria cerca de US$ 10 milhões. Mas os democratas não estão contentes com a proposta e já vêem com pessimismo a chance de uma solução para o dilema.

Os Estados perderam o direito de levar seus delegados à convenção nacional democrata por ter realizado suas primárias em janeiro, antes do estabelecido pelo calendário do partido. Mesmo assim, em uma disputa tão acirrada, os votos destes delegados podem ser cruciais para a nomeação democrata.

Veja a seguir a repercussão na imprensa internacional da corrida dos pré-candidatos presidenciais à nomeação partidária nos Estados Unidos.

"USA Today" (EUA)
Congresso vota por deixar expirar os cortes nos impostos de Bush

Reprodução
USA Today
USA Today

O Senado rejeitou nesta quinta-feira (13) a idéia de renovar muitos dos cortes de impostos propostos pelo presidente George w. Bush. Os candidatos presidenciais interromperam suas campanhas para a votação que aprovou o plano orçamentário que deverá aumentar a arrecadação de impostos em US$ 683 bilhões pelos próximos cinco anos.

Os senadores apoiaram as reduções de Bush que visavam as pessoas de classe baixa, casais e pessoas com filhos.

O plano orçamentário prevê um generoso aumento nas verbas dos programas federais, mas para isso precisa esperar os cortes de verbas de Bush expirarem, no final de 2010. O plano foi aprovado em uma votação de 212 contra 207.

Eles rejeitaram a tentativa dos republicamos de estender os cortes de impostos de Bush que visavam os cidadãos de classe média e alta, investidores e pessoas que herdam negócios.

"The Washington Post" (EUA)
Os democratas da Flórida lutam por uma nova primária em junho

Reprodução
Washington Post
Washington Post

Os democratas da Flórida propuseram refazer suas primárias em junho, em uma tentativa de solucionar a disputa sobre a possibilidade de seus delegados participarem do congresso democrata nacional, em agosto.

Eles propuseram uma votação pelo correio, apesar de até mesmo os idealizadores do plano expressarem pessimismo sobre a implementação do plano.

A presidente do partido no Estado, Karen Thurman propôs uma primária pelo correio em mensagem enviada aos líderes estaduais e nacionais do partido e membros das equipes de campanha de Barack Obama e Hillary Clinton. Thurman afirmou que esta é a única opção viável para resolver o impasse e assegurar que a delegação da Flórida tenha cadeira no convenção nacional em Denver.

Flórida e Michigan realizaram suas primárias em janeiro, mais cedo do que o calendário democrata permitia e, por isso tiveram seus delegados retirados pelo comitê democrata nacional. Agora, com Obama e Hillary em uma batalha tensa pela nomeação na qual cada delegado é crucial, ambos os Estados têm explorado opções para uma nova votação que seja provada pelo comitê partidário e pelos eleitores.

"The Wall Street Journal" (EUA)
McCain vota contra projetos pessoais de senadores

Reprodução
The Wall Street Journal
The Wall Street Journal

O senador por Arizona e republicano John McCain voltou ao Senado para votar contra os projetos ligados a interesses particulares dos senadores, que beneficiam cidades ou Condados específicos. A rejeição dos projetos é uma peça central na agenda econômica do candidato e parte de sua campanha para uma reforma no governo.

A emenda, que falhou na votação da noite desta quinta-feira (13), foi introduzida pelo senador Jim DeMint e teria estipulado uma moratória de um ano neste tipo de projeto que representa 1% do orçamento do Congresso.

Os candidatos democratas e senadores Hillary Clinton e Barack Obama também interromperam suas campanhas para voltar a Washington e votar em questões orçamentárias.

McCain deixou sua agenda livre para a manhã de quinta, cancelando um evento público para, em Harrisburg, na Pensilvânia. Mas quando a votação atrasou, incluindo a de uma emenda para imigração, ele teve que abandonar o Senado para um evento de arrecadação de verbas, na Filadélfia. Ele voltou a tempo para a votação da moratória dos projetos.

"The New York Times" (EUA)
O senador Barack Obama libera sua lista de projetos pessoas

Reprodução
New York Times
New York Times

O senador Barack Obama divulgou, nesta quinta-feira (13), uma lista de gastos em projetos particulares dos últimos três anos que chega a US$ 740 milhões. Sua equipe de campanha desafiou Hillary CLinton a entregar também sua lista.

a lista inclui US$ 1 milhão para um hospital onde a esposa de Obama trabalha, dinheiro para muitos projetos ligados a doadores de campanha e apoio para mais de 200 cidades, instituições civis e universidades em Illinois, cidade pela qual Obama é senador.

Mas enquanto o Senado debate um orçamento que restrinja o controverso método de pagar por estes projetos - uma medida derrotada na quinta - a campanha presidencial de Obama disse também que apenas US$ 200 milhões foram aprovados pelo Congresso para seus projetos.

Obama não conseguiu, por exemplo, a verba de US$ 1 milhão, pedidos em 2006, para a expansão do centro médico da Universidade de Chicago, onde a esposa dele, Michelle é vice-presidente.

A equipe de Obama e funcionários do hospital afirmaram que Michelle não teve nada a ver com o pedido. Seus membros de campanha disseram que ele liberou a lista de seus projetos voluntariamente para cumprir a sua promessa de trazer mais abertura e transparência ao governo, um assunto no qual ele tenta diferenciar-se de sua oponente Hillary Clinton.

Comentários dos leitores
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 1 opinião
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Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
11 opiniões
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Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Como diz Alex Lima.
Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
9 opiniões
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