Mundo
15/03/2008 - 10h59

Distúrbios no Tibete deixaram ao menos 30 mortos, diz governo tibetano no exílio

da France Presse, em Dharamshala (Índia)
da Folha Online

O governo do Tibete no exílio afirmou neste sábado que recebeu a confirmação de que 30 pessoas morreram nos confrontos em Lhasa (capital tibetana).

"Confirmamos aproximadamente 30 mortos, e estamos recebendo registros números superiores a 100 mortos, mas não podemos confirmá-los", disse à agência de notícias France Presse o alto funcionário do governo tibetano no exílio Tenzin Taklha.

"Há várias pessoas no Tibet que estão enviando mensagens a familiares que vivem no exterior", disse, em Dharamshala (norte da Índia), onde fica localizada a sede dos exilados tibetanos e de seu líder espiritual, o Dalai Lama.

"Acabam de nos dizer que há muitas tropas chinesas em Lhasa. Há grupos de pessoas nas ruas neste mesmo momento, mas a população tem muito medo", afirmou Tenzin Taklha, um assessor do Dalai Lama.

Arte Folha Online

Os jornalistas foram proibidos de entrar na cidade. A região do Tibete foi fechada para turistas estrangeiros devido aos distúrbios ocorridos nesta sexta-feira em Lhasa, de acordo com agências de viagens da cidade de Chengdu (sudoeste).

O governo chinês afirma que os distúrbios deixaram ao menos dez mortos, segundo a agência oficial chinesa de notícias "Xinhua".

Desde o início da semana, os monges budistas se manifestam no Tibete e nas regiões próximas onde vivem as minorias tibetanas, por ocasião do 49º aniversário do levante de Lhasa, que levou o Dalai Lama ao exílio.

Focos de incêndios foram detectados no mercado da antiga cidade de Lhasa, o Barkhor, que circunda o principal mosteiro da capital tibetana, segundo os bombeiros e um grupo de defesa dos direitos dos tibetanos.

Na segunda e na terça, a polícia chinesa dispersou a multidão em Lhasa com bombas de gás lacrimogêneo durante manifestação de centenas de monges budistas, alguns dos quais exigiam a independência do Tibete.

Ao menos 200 pessoas lideradas por monges budistas iniciaram um protesto nesta sexta à tarde em Xiahe, cidade de uma região tibetana do noroeste da China.

Em Xiahe está localizado o mosteiro Labrang, um dos templos budistas fora da região autônoma tibetana.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca