Argentina explorará área de Malvinas para delimitar área continental
da Efe, em Buenos Aires
O governo da Argentina iniciará em abril uma prospecção marítima de dois meses para definir os limites de sua plataforma continental exterior, em uma zona que inclui o norte das ilhas Malvinas --cuja soberania o país reivindica do Reino Unido.
Os resultados da prospecção que fará a embarcação oceanográfica Puerto Deseado serão incluídos nos relatórios técnicos que a Argentina deverá apresentar perante a Comissão de Limites da Plataforma Continental da ONU (Organização das Nações Unidas) até maio de 2009, data em que expira o prazo.
Os navios locais não costumam navegar pela zona onde serão feitos os estudos para evitar incidentes diplomáticos com o Reino Unido, com o qual a Argentina travou a Guerra das Malvinas, em 1982, disse hoje a imprensa local.
Durante sua navegação, a embarcação da Marinha Argentina tomará mostras sísmicas e topográficas do Oceano Atlântico para depois processar os dados que permitirão delimitar a plataforma continental, indicou o jornal "La Nación".
Neste sentido, o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) forneceu recursos para a implementação deste projeto.
A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar indica que um Estado com ampla margem continental pode estabelecer o limite de sua plataforma continental além das 200 milhas estabelecidas caso demonstre, sobre a base de estudos técnicos e cientistas, que essa extensão é o prolongamento natural de seu território sob o mar.
Em outubro passado, o Reino Unido antecipou que reivindicará perante a Comissão de Limites da Plataforma Continental da ONU seus direitos soberanos sobre mais de um milhão de quilômetros quadrados na Antártida.
Em tanto, a presidente argentina, Cristina Kirchner, deve viajar para Londres em abril para participar do Fórum de Líderes Progressistas, organizado pelo governista Partido Trabalhista.
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