Dalai-lama deve fazer pedido pela paz no Tibete
da France Presse, em Dharamsala (Índia)
O dalai-lama --líder espiritual do budismo, religião dominante do Tibete-- pode fazer neste domingo um pedido para que cesse a violência depois dos distúrbios na região contra a dominação chinesa.
O líder espiritual e prêmio Nobel da Paz em 1989 concederá uma entrevista coletiva às 12h30 do domingo (4h de Brasília) em Dharamsala, no norte da Índia, onde vive exilado desde o fracasso de um levante contra o governo chinês em 1959.
"A mensagem será a mesma: a não-violência", declarou à agência France Presse o presidente do congresso da juventude tibetana, Tsewang Rigzin --que, ao contrário do dalai-lama, reclama a independência do Tibete e não uma simples "autonomia cultural".
Este pedido pode ser dirigido à China, mas também aos tibetanos tentados a adotar métodos mais radicais.
"Assistimos a um foco de revolta contra uma ocupação brutal. A única solução é que a China abandone o Tibete", disse Rigzin.
Com o pedido de não-violência, o dalai-lama pretende fazer com que não ocorra mais mortes a partir da madrugada de segunda-feira no Tibete, quando terá expirado o ultimato dado pelo governo chinês para o fim dos protestos.
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