Tibetanos protestam diante da embaixada chinesa em Washington
da France Presse, em Washington
Cerca de 150 tibetanos, entre eles vários monges, protestaram neste sábado diante da embaixada da China em Washington para condenar a violenta repressão contra os manifestantes no Tibete.
Várias pessoas levavam bandeiras tibetanas e cartazes pedindo a retirada do Exército chinês do Tibete ou contra os Jogos Olímpicos de Pequim, enquanto os monges cantavam orações em memória das pessoas falecidas durante a manifestação de sexta-feira no Tibete.
A embaixada chinesa em Washington foi fechada para o fim de semana, mas um pequeno grupo de policiais foi enviado para vigiar o protesto.
O governo tibetano no exílio anunciou neste sábado que ao menos 30 pessoas morreram durante os protestos em Lhasa. Já entidades de monitoramento da questão tibetana falam em 100 mortos.
Por sua vez, a agência de notícias estatal chinesa Xinhua disse que 10 pessoas morreram durante as manifestações.
O governo autônomo do Tibete --controlada pelo governo central da China-- deu um ultimato para que os protestos cessem. O ultimato vai até a 0h de segunda-feira (13h deste domingo em Brasília).
Enquanto isso, a capital Lhasa está sob toque de recolher. Neste sábado, a polícia e o Exército chineses ocuparam as ruas da cidade. Com isso, todo o comércio está fechado. A comunicação telefônica também está interrompida, e jornalistas e turistas estão impedidos de entrar na cidade.
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