Dalai-lama teme um maior banho de sangue se Pequim não modificar sua política
da Efe, em Londres
da Folha Online
O dalai-lama teme que aconteçam mais mortes no Tibete a menos que Pequim mude de política em relação a essa região controlada pela China, que a considera parte de seu território nacional.
O dalai-lama disse ter recebido informações de que o número de mortos nos protestos poderia chegar a uma centena, embora tenha reconhecido que é algo que não pode ser averiguado.
A agência oficial chinesa "Xinhua" falou em dez mortos nos confrontos de sexta-feira (14).
Apesar do ocorrido, o líder espiritual dos tibetanos disse, em declaração à "BBC", acreditar ser propício que Pequim organize os Jogos Olímpicos.
A violência explodiu duas semanas antes da China iniciar o revezamento da tocha olímpica no país --que inclusive passará pelo Tibete.
Na opinião do dalai-lama, os Jogos representam uma oportunidade para que os chineses mostrem seu apoio ao princípio da liberdade.
Violência
Os protestos começaram na segunda-feira (10) passada, com o 49º aniversário da malsucedida insurreição contra a dominação chinesa. O Tibete era um país independente até 1951, quando a China o ocupou. O ápice dos confrontos ocorreu na última sexta-feira (14).
A presença militar nas ruas impôs um tenso silêncio em Lhasa, um dia depois que manifestantes tibetanos atacaram prédios governamentais e apedrejaram chineses no pior protesto contra a dominação chinesa em aproximadamente duas décadas.
Monges budistas aderiram às manifestações iniciadas na última segunda-feira e pedem a libertação de monges detidos. A independência do Tibete entrou nas reivindicações e os protestos ficaram violentos após a polícia tentar parar um grupo de monges em marcha.
As autoridades acusaram o dalai-lama de estar por trás dos protestos populares, fato negado por ele.
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