Governo tibetano no exílio estima que 80 pessoas morreram em Lhasa
da Efe, em Nova Déli
O governo tibetano no exílio informou neste domingo que fontes confirmam as mortes de ao menos 80 pessoas durante os distúrbios da sexta-feira (14) em Lhasa (capital do Tibete) e que a cidade permanece sitiada, com todos os acessos bloqueados. A informação foi divulgada no site do governo no exílio, sem identificar a fonte.
Além disso, o Executivo no exílio afirma que o Exército e a Polícia da China estão mobilizados em todo o território da região, e que várias unidades militares estão se dirigindo às zonas rurais, acrescentou a nota. Além disso, as universidades e os estabelecimentos comerciais permanecem fechados.
Ontem as autoridades tibetanas anunciaram que tinham relatórios não confirmados indicando que cerca de 100 pessoas haviam morrido em Lhasa e em outros pontos da região. Fontes oficiais chinesas, citadas pela agência "Xinhua", no entanto, avaliaram em dez o número de mortos nos distúrbios.
Os distúrbios na capital tibetana ocorreram em meio aos protestos desde o dia 10 protagonizados por monges budistas, e que começaram para lembrar o aniversário da fracassada rebelião tibetana contra o mandato chinês em 1959, que causou a ida ao exílio do Dalai Lama.
Em 1950, o Tibete foi ocupado militarmente pela China. O governo de Pequim afirma que esse território faz parte de seu país há séculos devido a uniões dinásticas.
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