Mundo
16/03/2008 - 08h51

Britânicos estão perdendo guerra contra o ópio no Afeganistão, diz McCain

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da Efe, em Londres

O pré-candidato republicano à Casa Branca e senador pelo Estado do Arizona, John McCain, está insatisfeito com a política britânica no Afeganistão e acredita que Londres está perdendo a guerra contra a produção de drogas, principalmente ópio, nesse país.

Em declarações ao jornal "Sunday Telegraph", McCain afirma que as tentativas de conter a produção de ópio não estão dando resultado. O Reino Unido é responsável por desenvolver a estratégia da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) contra as drogas no Afeganistão, mas os cultivos de papoula --matéria-prima do ópio-- aumentaram 45% no ano passado, em vez de diminuir, na província de Helmand, controlada pelos britânicos.

McCain afirma que, se chegar à Presidência dos Estados Unidos, dedicará seus primeiros meses a revisar a estratégia da Otan, a fim de impedir que os talebans se beneficiem do narcotráfico.

Em declarações anteriores ao "Daily Telegraph", McCain criticou os britânicos por terem saído de Basra, no sul do Iraque, deixando a cidade entregue a grupos rebeldes armados.

Apesar de sua firmeza em matéria da luta antiterrorista, McCain promete adotar um tom diferente do mostrado pelo presidente George W. Bush em seu tratamento com os aliados europeus. "Acho que há muitas áreas nas quais podemos aumentar nossa cooperação. Não pretendo ir [à Europa] dar lições a nossos amigos", afirma.

McCain irá na próxima semana em Londres para falar com o premiê britânico, Gordon Brown, sobre o Afeganistão, Iraque, Irã e a cooperação na compra de armamento.

O candidato republicano se define, por outro lado, como um firme partidário do livre-comércio. "Sei que o protecionismo e o isolacionismo prejudicaram os Estados Unidos no passado", disse.

Viagem

McCain deve iniciar na próxima terça-feira (18) uma viagem ao Oriente Médio e à Europa. Em Israel, McCain deve se encontrar com o premiê Ehud Olmert e com os ex-premiês Binyamin Netanyahu e Ehud Barak. Na França, deverá se encontrar com o presidente do país, Nicolas Sarkozy; e no Reino Unido, ele deve se encontrar com o premiê britânico, Gordon Brown.

"McCain é uma figura familiar em outros países, mas os líderes do Iraque, Jordânia, Israel, França e Reino Unido irão fazer novas avaliações do homem que pode chegar à Presidência [dos EUA] e tentar conferir o quanto suas políticas serão semelhantes às do presidente [George W.] Bush", informou ontem o diáriop americano "Washington Post".

O giro internacional de McCain estava originalmente programado para ocorrer logo após a Superterça (no dia 5 de fevereiro), mas foi adiado devido à disputa com os então adversários --o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney e o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee. Tendo derrotado os dois, e com o embate entre os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton, McCain disse a seus conselheiros que este é o momento para a viagem.

Nomeação

No último dia 4, McCain venceu as quatro primárias do Partido Republicano realizadas nos Estados do Texas, Vermont, Rhode Island e Ohio, conseguindo o número de delegados suficiente para se tornar o candidato republicano à Presidência dos EUA.

Mesmo ultrapassando o "número mágico" de 1.191 delegados, McCain ainda permanece um pré-candidato: a nomeação oficial só deve vir no início de setembro, quando o Partido Republicano realizará sua convenção nacional.

No dia seguinte às primárias, o presidente Bush declarou seu apoio a McCain, em um encontro na Casa Branca. Bush afirmou sua confiança na capacidade do pré-candidato republicano em liderar o país quanto à segurança nacional e mostrou seu apoio à candidatura do senador pelo Arizona.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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