Mundo
16/03/2008 - 09h07

John McCain chega ao Iraque em visita-surpresa

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da Efe, em Bagdá
da Folha Online

O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos e senador pelo Estado do Arizona, John McCain, chegou neste domingo a Bagdá (capital do Iraque) em uma visita-surpresa, segundo fontes oficiais iraquianas.

Ainda não se sabem os detalhes da viagem de McCain, mas fontes da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá anteciparam que o senador deve se reunir com dirigentes políticos iraquianos e com os comandantes militares dos EUA no Iraque.

Um membro do escritório do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki, informou à agência de notícias independente iraquiana "Aswat al Iraq" que McCain se reunirá ao longo do dia de hoje com o premiê.

A visita do senador ocorre dois dias depois que este expressou seu temor de que uma saída total prematura das tropas americanas do Iraque leve ao "genocídio" e ao "caos" em toda a região.

Em entrevista ao jornal britânico "Daily Telegraph", McCain --que já visitou o Iraque mais de cinco vezes desde que começou a invasão liderada pelos EUA, em 2003-- disse que um abandono antes de tempo seria uma vitória para a rede terrorista Al Qaeda.

"Um dos debates destas eleições será se os cidadãos americanos querem um candidato que quer sair [do Iraque] tão rápido quanto for possível. Se fizermos isso, a Al Qaeda ganhará e nos seguirá até em casa", previu o senador pelo Arizona.

"Meu desejo é que, se mostrarmos que há êxito no Iraque, nossos aliados europeus virão e ajudarão no grande número de formas que são necessárias, para reconstruir esse país desgarrado pela guerra", acrescentou.

Afeganistão

Em entrevista ao jornal britânico "Sunday Telegraph", o senador disse que a política britânica no Afeganistão é insatisfatória e que o Reino Unido está perdendo a guerra contra a produção de drogas, principalmente ópio, no país.

O Reino Unido é responsável por desenvolver a estratégia da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) contra as drogas no Afeganistão, mas os cultivos de papoula --matéria-prima do ópio-- aumentaram 45% no ano passado, em vez de diminuir, na província de Helmand, controlada pelos britânicos.

Ele ainda criticou os britânicos por terem saído de Basra, no sul do Iraque, deixando a cidade entregue a grupos rebeldes armados.

Viagem

McCain vai iniciar na próxima terça-feira (18) uma viagem ao Oriente Médio e à Europa. Em Israel, McCain deve se encontrar com o premiê Ehud Olmert e com os ex-premiês Binyamin Netanyahu e Ehud Barak. Na França, deverá se encontrar com o presidente do país, Nicolas Sarkozy; e no Reino Unido, ele deve se encontrar com o premiê britânico, Gordon Brown.

A viagem estava originalmente programada para ocorrer logo após a Superterça (no dia 5 de fevereiro), mas foi adiado devido à disputa com os então adversários --o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney e o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee. Tendo derrotado os dois, e com o embate entre os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton, McCain disse a seus conselheiros que este é o momento para a viagem.

Nomeação

No último dia 4, McCain venceu as quatro primárias do Partido Republicano realizadas nos Estados do Texas, Vermont, Rhode Island e Ohio, conseguindo o número de delegados suficiente para se tornar o candidato republicano à Presidência dos EUA.

Mesmo ultrapassando o "número mágico" de 1.191 delegados, McCain ainda permanece um pré-candidato: a nomeação oficial só deve vir no início de setembro, quando o Partido Republicano realizará sua convenção nacional.

No dia seguinte às primárias, o presidente Bush declarou seu apoio a McCain, em um encontro na Casa Branca. Bush afirmou sua confiança na capacidade do pré-candidato republicano em liderar o país quanto à segurança nacional e mostrou seu apoio à candidatura do senador pelo Arizona.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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