Mundo
16/03/2008 - 14h04

Obama aumenta vantagem sobre Hillary após contagem final em Iowa e na Califórnia

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da Associated Press
da Folha Online

Enquanto o pré-candidato democrata e senador pelo Estado de Illinois, Barack Obama, tenta deixar para trás as declarações polêmicas de seu assessor espiritual, ele expandiu sua frágil vantagem sobre a rival e senadora pelo Estado de Nova York, Hillary Clinton, em número de delegados que determinarão quem irá receber a nomeação democrata para disputar a Presidência dos EUA.

O Estado de Iowa formalizou a contagem de delegados em jogo nas primárias democratas realizadas em 3 de janeiro, e parte dos delegados que haviam sido obtidos pelo pré-candidato John Edwards (que desistiu da corrida no mesmo mês) passou a apoiar Obama --um dos delegados que havia ficado originalmente na contagem de Hillary inclusive decidiu passar para o lado do adversário.

A divisão no Estado havia ficado originalmente em 16 delegados para Obama, 15 para Hillary e 14 para Edwards; após o resultado final a contagem passou a ser 25 para o senador por Illinois, 14 para a senadora por Nova York e seis que, mesmo com Edwards fora do páreo, resolveram manter sua preferência por ele. O resultado veio após as convenções nos Condados do Estado realizadas ontem, para enviar delegados para as convenções distritais e estaduais.

Ontem também o Partido Democrata finalizou a contagem de delegados que foram disputados na Superterça (no dia 5 de fevereiro). Hillary obteve na contagem final dois delegados a mais, elevando o total obtido no Estado para 204, enquanto Obama obteve mais cinco, elevando o total para 166.

Segundo a rede americana de TV CNN, Obama tem um total de 1.611 delegados no total, sendo 207 superdelegados; já Hillary tem 1.480 no total, incluindo 237 superdelegados. São necessários 2.025 para garantir a nomeação na convenção do partido, que será realizada em agosto.
A presidente da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), Nancy Pelosi, disse que seria prejudicial para os líderes do partido se os superdelegados contrariarem a vontade dos delegados escolhidos nas primárias e nos "caucus". "Se os votos dos superdelegados contrariarem o que se viu nas primárias, isso seria prejudicial ao Partido Democrata", disse Pelosi em uma entrevista gravada para o jornal dominical "This Week", da rede de TV ABC.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP) pode chegar ao fim das primárias à frente de Hillary em número de delegados, mas sem o suficiente para garantir a nomeação --o que faria a decisão depender dos votos dos superdelegados (altos funcionários do partido e personalidades relevantes entre os democratas, que têm liberdade para decidir qual pré-candidato escolherão, prerrogativa que não se estende aos delegados).

Assessor espiritual

Nenhum dos dois pré-candidatos democratas tinha agenda para este domingo. Ontem, no entanto, o senador por Illinois teve de enfrentar a saída do pastor de Chicago Jeremiah Wright de sua campanha; o pastor foi, por quase duas décadas, o assessor espiritual de Obama.

Wright, 66, celebrou o casamento de Obama, batizou suas duas filhas e foi responsável pelo título de seu livro "The Audacity of Hope" (A Audácia da Esperança). O pastor é conhecido por seus sermões inflamados. Nesta semana, várias emissoras de televisão americanas divulgaram fragmentos de alguns de seus sermões.

"Bombardeamos Hiroshima, Nagasaki e bombardeamos com armas nucleares muitas outras pessoas que os milhares [que morreram] em Nova York e o Pentágono e nunca mudamos", afirmou Wright, no domingo após os atentados de 11 de setembro. "Apoiamos o terrorismo de Estado contra os palestinos e os negros da África do Sul e agora somos os indignados porque o que fizemos se volta contra nós aqui."

Obama rejeitou na sexta-feira essas declarações e disse que não havia estado em nenhum desses sermões. "Ele nunca foi meu assessor político, foi meu pastor e os sermões que ouvi dele estavam relacionados à obrigação de amar Deus e o próximo, de trabalhar em favor dos pobres e buscar a Justiça o tempo todo", disse na sexta-feira o pré-candidato presidencial democrata.

"Todas as declarações alvo de controvérsia [são declarações] que condeno veementemente", disse ontem Obama. "De nenhuma forma refletem minhas atitudes e contradizem diretamente meu profundo amor por este país."

Obama afirmou em uma entrevista à rede "MSNBC" que não "rejeita" Wright como pessoa. "Conheço-o há 17 anos", disse o senador. "Ajudou-me a me aproximar de Jesus e da Igreja. Temos uma relação que é como a de um tio que me fala não de assuntos políticos e sociais, mas de fé, Deus e família."

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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