Governo chinês eleva para 13 o número de mortos por distúrbios no Tibete
da Efe, em Pequim
Treze civis foram queimados ou apunhalados até a morte nos distúrbios de sexta-feira em Lhasa, a capital da região autônoma do Tibete, informou hoje a principal autoridade local, Qiangba Puncog. O governo do Tibete diz que o número mortos chega a 80 e denúncia um genocídio na região.
Puncog, citado pela agência estatal chinesa Xinhua, disse em entrevista coletiva que os autores dos distúrbios causaram mais de 300 incêndios em regiões residenciais e lojas, além de destruir 56 veículos e 214 lojas.
Os distúrbios em Lhasa deixaram também 61 policiais feridos, dos quais seis estão em estado grave.
Os protestos começaram na última segunda-feira, quando ocorreu o 49º aniversário da mal-sucedida insurreição de 1959, que foi violentamente reprimida pelos chineses e levou o dalai-lama ao exílio. O ápice dos recentes distúrbios ocorreu na sexta-feira.
O dalai-lama --líder espiritual dos budistas tibetanos e chefe do governo da região autônoma-- pediu neste domingo (16) uma investigação internacional sobre os protestos, face à disparidade nos números de mortos nos confrontos. O governo tibetano diz que foram cerca de 80.
Puncog assegurou que a população da região "lutará firmemente contra o separatismo, a favor da pátria unificada e para manter a estabilidade social".
Também afirmou que "qualquer tentativa separatista de sabotar a estabilidade do Tibete não receberá o apoio do povo e está condenado ao fracasso".
Segundo a imprensa oficial, a eletricidade voltou à capital tibetana. Além disso, as escolas de Lhasa retomaram as aulas em um sinal que a cidade retorna gradualmente à calma.
Entre os edifícios danificados pelos incêndios estão os escritórios da agência Xinhua em Lhasa, as do "Tibete Daily" e uma filial do Banco da China.
Puncog afirmou que os residentes estrangeiros em Lhasa estão sãos e salvos, e bem protegidos.
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