Mundo
17/03/2008 - 08h46

McCain e Cheney visitam Iraque às vésperas do aniversário da guerra

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da Folha Online

O senador pelo Arizona John McCain, candidato republicano à Casa Branca, e o vice-presidente dos EUA Dick Cheney realizaram visitas separadas ao Iraque nesta segunda-feira. As visitas ocorrem a dois dias do aniversário de cinco anos da invasão dos EUA no país.

McCain ressaltou a importância de manter o compromisso norte-americano no Iraque, em conversa com o primeiro-ministro Nouri al Maliki. Pouco depois, Cheney também encontrou-se com Al Maliki para discutir as atuais relações entre os países.

O pré-candidato republicano McCain alertou que a operação militar conjunta entre os países para a retirada da rede terrorista Al Qaeda de seu último refúgio urbano em Mossul, a 360 quilômetros a norte de Bagdá, será "difícil e importante".

McCain declarou aos repórteres que também conversou com líderes xiitas sobre a necessidade de progresso nas reformas políticas, incluindo leis eleitorais e uma distribuição mais justa das riquezas obtidas com o petróleo. Ele afirmou também que discutiu a situação da segurança em Bagdá com os oficiais do Iraque.

No domingo (16), em visita à Província de Anbar, McCain visitou um mercado de rua e respondeu perguntas sobre a corrida presidencial norte-americana e sobre a política para o Iraque, às vésperas do aniversário de cinco anos da guerra. Um dos vendedores questionou se o candidato voltaria ao país. "Nós voltaremos se eu ganhar", respondeu.

Na agenda de domingo, McCain encontrou-se também com o ex-primeiro-ministro Barham Saleh e disse que planeja conversar com o general norte-americano David Petraeus, comandante das tropas dos Estados Unidos no Iraque. As informações foram divulgadas pela embaixada norte-americana no Iraque, que não divulgou maiores detalhes por motivo de segurança.

Antes de deixar os EUA, McCain afirmou que sua viagem pelo Oriente Médio e Europa visaria "conhecer os fatos e realidades locais", e não dar destaque à sua campanha na mídia. Nos planos de viagem, McCain deverá passar ainda por Israel, Reino Unido e França.

Dick Cheney

Segundo relatos de Al Maliki, a conversa com Cheney abordou as negociações sobre um acordo de segurança a longo prazo, que substituiria o mandato da ONU sobre as tropas estrangeiras, que expira no final deste ano.

"Essa visita é muito importante, é sobre a natureza das relações entre os dois países, o futuro dessas relações e o acordo a este respeito", relatou o primeiro-ministro aos repórteres. "Nós também discutimos a segurança no Iraque, o desenvolvimento da economia, a reconstrução e o terrorismo".

Uma série de explosões atingiu a zona verde, onde estão localizados prédios do governo e a Embaixada dos Estados Unidos, nesta segunda-feira. Nenhum outro detalhe foi divulgado sobre a causa das explosões.

A Embaixada dos Estados Unidos não confirmou o ataque que teria acontecido após a chegada de Cheney. "Eu não sei de nada", disse a porta-voz da embaixada, Mirembre Natongo.

Cheney chegou ao aeroporto internacional de Bagdá e seguiu de helicóptero até o local de encontro com os oficiais iraquianos e norte-americanos. É a terceira vez que ele viaja como vice-presidente dos Estados Unidos ao país, ao qual 160 mil soldados norte-americanos foram enviados. Quase 4.000 deles morreram em combate.

Comentários dos leitores
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 1 opinião
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Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
11 opiniões
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Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Como diz Alex Lima.
Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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