Mundo
17/03/2008 - 09h19

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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Colaboração para a Folha Online

Com uma disputa acirrada a frente dos democratas, conquistar cada eleitorado em potencial tornou-se peça fundamental do jogo político. As campanhas de Barack Obama e Hillary Clinton aproveitam as seis semanas até a próxima primária, na Pensilvânia (que será realizada em 22 de abril) para descobrir seus pontos fortes e reverter sua imagem nos grupos em que não têm apoio.

Outro alvo da disputa entre os pré-candidatos são os superdelegados, líderes partidários e alguns políticos que podem adiar a escolha pelo candidato até a convenção democrata nacional, em 25 de agosto, data na qual será decidida a nomeação para a eleição presidencial. Segundo a rede de televisão norte-americana CNN, eles contabilizam 800 votos que serão cruciais com a pouco diferença entre os candidatos.

Segundo pesquisa do jornal "New York Times", menos da metade dos superdelegados já declarou seu voto. Alguns, afirmam que seguirão a escolha das primárias e "caucuses" de seus Estados. Já outros preferem esperar o término das campanhas para tomar a decisão.

Veja a seguir a repercussão na imprensa internacional da corrida dos pré-candidatos presidenciais à nomeação partidária nos Estados Unidos.

"The Wall Street Journal" (EUA)
Obama está sob ataque depois de declarações controversas de seus assessores

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

O candidato democrata Barack Obama está entrando em uma nova fase de escrutínio enquanto ele tenta lidar com os resultados das declarações de seu conselheiro espiritual e a acusação de um de seus patronos políticos.

Obama afirmou na sexta-feira (14) que suas antigas campanhas políticas aceitaram dinheiro arrecadado por Antoin Rezko, em julgamento por corrupção.

Enquanto isso, Obama denunciou os comentários do reverendo Jeremiah Wright como "inflamatórios e apelativos". Wright aposentou-se este mês como pastor da Igreja da Trindade Unida de Cristo em Chicago, da qual Obama é membro há quase 20 anos.

No final de semana, Obama recebeu também boas notícias: ele ganhou a maioria dos votos da convenção de Iowa, adicionando nove delegados ao seu total. Obama lidera a disputa com 1.617 delegados contra 1.498, de acordo com dados da rede de televisão CNN. Serão necessários 2.025 para assegurar a nomeação.

'The Washington Post' (EUA)
O voto dos homens brancos será essencial para os democratas

Reprodução
Washington Post
Washington Post

Na acirrada disputa entre os senadores Hillary Clinton e Barack Obama, uma batalha dominada por questões de raça e gênero, os homens brancos emergiram como um eleitorado de voto crítico.

A competição pelo voto deste grupo de eleitores, particularmente aqueles definidos como a classe trabalhadora, definirá a disputa entre Hillary e Obama na primária democrata da Pensilvânia, em 22 de abril.

Obama teve a maioria dos votos entre esses eleitores em Wisconsin e Virgínia no mês passado. Mas ele perdeu o apoio para Hillary em Ohio, Texas e Rhode Island nas primárias de 4 de março, mantendo os resultados da corrida democrata ainda indefinidos.

Os resultados em Ohio levantaram uma questão em particular sobre se o candidato poderia atrair apoio deste grupo demográfico crucial e se o preconceito racial seria uma barreira a sua candidatura em alguns dos maiores Estados, onde o número de votos em jogo é maior.

'The New York Times' (EUA)
Superdelegados: votos favoráveis a Obama

Reprodução
New York Times
New York Times

O número de superdelegados ainda indecisos diminuiu nas recentes semanas enquanto ambos os candidatos ganharam suporte --Barack Obama mais que Hillary Clinton, de acordo com pesquisa do jornal "New York Times" e a rede de televisão CBS.

Obama ganhou o apoio de cerca de 60 superdelegados no último mês enquanto Hillary ganhou menos da metade. Ainda, menos da metade dos 795 líderes partidários que votarão na convenção nacional do partido expressaram preferência por algum candidato.

Alguns dizem que eles votarão de acordo com as primárias e "caucuses" enquanto outros querem ver como os próximos meses de campanha se desenrolarão.

'The USA Today' (EUA)
Democratas disputam os políticos da Pensilvânia

Reprodução
USA Today
USA Today

Ambos os candidatos democratas --Hillary Clinton e Barack Obama-- estão cortejando o diretor do movimento sindicalista dos trabalhadores, Bill George.

Ultimamente, segundo George, os ganhadores da campanha democrata são os trabalhadores norte-americanos, e ele não tem pressa para endossar seja Hillary seja Obama, enquanto ambos estiverem falando sobre saúde, política de trocas e outros assuntos de preocupação dos membros do sindicato.

"Eu tentando conseguir que eles façam mais discussões sobre como resolver estes assuntos", afirmou George, um superdelegado democrata cuja organização conta com 900 mil membros no Estado.

Os eleitores com grande poder político na Pensilvânia, que dificilmente ganharam atenção nas eleições presidenciais passadas, estão sob os holofotes da mídia, pelo menos do lado democrata.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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