Mundo
17/03/2008 - 22h47

Obama e Hillary criticam administração Bush na área econômica

Colaboração para a Folha Online

Os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton criticaram duramente nesta segunda-feira o presidente George W. Bush por falhar na condução da atual crise econômica dos Estados Unidos.

Ambos aprovam as medidas de ajuda a bancos americanos em apuros pelo FED, o banco central americano.

"Nossa economia está em total desordem", disse Obama durante evento de campanha com estudantes universitários próximo a Pittsburgh. "Nossa economia está se contraindo, em direção a uma recessão, se é que já não entramos em uma", afirmou.

Em Washington, Hillary disse a jornalistas que o país vive um tempo de "stress e incertezas",
e que há "urgência em continuar a ação que foi começada ontem [pelo FED]".

Obama também afirmou que o pacote de estímulo econômico aprovado por Bush precisa ser complementado este ano por leis com cortes de impostos para os americanos de classe-média.

Crise

O senador por Illinois também sugeriu que, se as condições do mercado piorarem, ele pode até reconsiderar sua proposta de desfazer os cortes de impostos promovidos por Bush sobre dividendos e ganhos de capital.

Apesar disso, afirmou que "o problema que enfrentamos agora não é não termos cortes de impostos suficientes aos ricos, mas que os americanos comuns não têm poder de compra".

Os comentários vieram dos pré-candidatos democratas depois de o FED aprovar um empréstimo de $30 bilhões (R$ 50,8 bilhões) para ajudar a manter os bancos de investimento em apuros JP Morgan e Bear Stearns.

O FED também reduziu as taxas que cobra para empréstimos diretos aos bancos, seguindo o movimento da semana passada de empréstimo de $100 bilhões (R$ 169,3 bilhões) em dinheiro a bancos e $200 bilhões (R$ 338,7 bilhões) em títulos do governo para bancos de investimento de Wall Street sem dinheiro em caixa.

Hillary criticou a administração dos bancos e disse que não será pautada apenas pelo FED. "Eu não serei a segunda convidada do FED", ironizou. "Nem nas decisões de assumir o risco de algum empréstimo hipotecário agora assumido pelo JP Morgan, nem se for necessário cortar taxas de setores estratégicos [para reverter a crise]".

Efeito cascata

Obama afirmou que as últimas notícias de Wall Street "confirmaram o medo de que as quedas financeiras da crise hipotecária atinjam a economia em outros setores", em efeito cascata.

"Agora, enquanto o FED tenta trazer estabilidade aos mercados, nós precisamos restaurar a confiança e ajudar os milhões de americanos preocupados com seus trabalhos, suas casas, e seu futuro financeiro", disse.

O senador por Illinois afirmou ainda que o FED pode ter pouco dinheiro em caixa e precisa urgentemente lidar com as conseqüências humanas da escassez de recursos.

"As pessoas estão perdendo suas casas. Os empresários não podem pegar o crédito de que precisam para se manterem em pé. Minha proposta é agir de forma pragmática".

Obama também pediu urgência do Congresso para aprovar a legislação que cria incentivos às pessoas que contraíram empréstimos para refinanciar suas hipotecas e não perderem suas casas.

Os empregados dos grandes bancos de Wall Street como o Bear Stearns e JP Morgan doaram quantias expressivas às campanhas dos pré-candidatos democratas e do provável candidato republicano John McCain.

com Associated Press

Comentários dos leitores
Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
E lá vem o golpe! Eu venho cantando esta bola ha tempos. Senhores, eu ouví, numa rádio no dia de hoje o comentário de um jornal de São Paulo, que os republicanos estão tentando repetir o ocorrido na Flórida em 2000 e Ohio 2004. Nos Estados controlados por repúblicanos, está se exigindo identificação especial e desnecessária para alijar possíveis eleitores democratas.
Segundo a imprensa, na Indiana e na Geórgia já estão exigindo carteira de habilitação com foto, o que deixará fora do pleito aqueles que não possuem carro.
Um estudo recente mostra que apenas 22% entre os 80% dos americanos que possuem carro, são negros. Ainda segundo este noticiário, no Condado de Orange, Flórida, dos 672 registros de eleitores negados, 50% são democratas e 10% são republicanos.
É, parece que o lobo perde o pelo, mas não perde o vício. Eu avisei! Cuidado Senador Obama não durma no ponto, exija olheiros internacionais porque o jogo vai ser duro e desleal.
No ano de 1998, escrevi uma monografia universitária de nome "O Grande Meggido". Nela eu afirmei que Bush seria candidato a presidência. E que ele venceria a eleição pois o partido democrata não ajudaria Al Gore. E afirmei que Bush faria um governo desastroso entregando o país quebrado ao seu sucessor. BINGO!!! Acertei mais uma na mosca, pena que não tive recursos para publica-lo. Meu raciocínio foi simples, fiz as contas e ví que Bush estaria completando nos EUA o domínio de 27 anos de GOG o Anti-Cristo da visão de Nostradamus e João.
sem opinião
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Vladimir Tzonev (142) 10/10/2008 14h36
Vladimir Tzonev (142) 10/10/2008 14h36
COMENTÁRIO SOBRE A MATÉRIA: "10/10/2008 - 09h31
Pesquisa aponta vitória inédita de Obama em Colégio Eleitoral
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama... pela primeira vez... superou os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para ganhar a eleição de 4 de novembro.
.. o senador democrata tem 277 votos eleitorais contra apenas 158 da chapa republicana. Outros 103 votos continuam em acirrada disputa, mas, mesmo considerando que John McCain ganhe todos, ele perderia para o rival democrata.
...Esta conquista é muito mais representativa para Obama do que as pesquisas de intenção de voto, já que a eleição nos Estados Unidos é indireta...
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sabem porque a lingua escrita em frances e ingles é tão diferente da falada?
era a maneira encontrada, na idade média, para dificultar a alfabetização dos pobres e assim impedir a sua ascenção social.
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e um sistema eleitoral, como o americano, tão complexo, longo, indireto e no qual é necessário ter muito dinheiro para propaganda eletoral, porque lá não tem horário gratuíto na tv, comos temos no brasil?
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pode ser chamado de democrático?
é feito para favorecer a quem?
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passam um ano em campanha eleitoral, para governar...só 4 anos!
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eu, que nada tenho a ver com esta eleição, já estou cansado e de saco cheio, imagine os candidatos...
sem opinião
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Luiz Castro (108) 10/10/2008 13h43
Luiz Castro (108) 10/10/2008 13h43
A campanha de MacCain entrou em um círculo vicioso, precisam mostrar soluções concretas e viáveis às propostas democratas e ao mesmo tempo desconstruir o candidato, mas como os ataques não fazem efeito eles deixaram de mostrar soluções e assim se distanciam da crise que destroi a economia americana. O tom dos ataques chega ao ponto de pessoas da platéia pedirem que se mate Obama, uma vergonha que só acontece devido à regressão moral de um povo que se deixou levar pelo extremismo religioso aliado à arrogância, se acham semi-deuses no planeta mas não percebem a decadência a que se submeteram nas últimas décadas. A derrocada financeira que ora destroi a economia é só a ponta do problema maior. A américa tem uma dívida interna monstruosa e com a recessão que vive na atualidade tudo vai colaborar para uma piora significativa no "american way of life". Nesse ponto da situação os americanos são o maior perigo para a humanidade, pois vão querer recuperar o prejuizo nas costas dos que sempre tiveram pouco. A engrenagem que faz a américa funcionar precisa de combustível, e este se chama petróleo, tudo no país funciona com ele, usinas termoelétricas para produzir eletricidade são abastecidas por diesel 24 horas por dia, aquecimento no inverno, gas para se cozinhar, combustível para automóveis, máquinas... tudo. MacCain sabe que o Iraque é antes de tudo um investimento em petróleo, por isso quer continuar por lá mais mil anos. Nós brasileiros precisamos ficar atentos com Tupi. 9 opiniões
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