Obama e Hillary criticam administração Bush na área econômica
Colaboração para a Folha Online
Os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton criticaram duramente nesta segunda-feira o presidente George W. Bush por falhar na condução da atual crise econômica dos Estados Unidos.
Ambos aprovam as medidas de ajuda a bancos americanos em apuros pelo FED, o banco central americano.
"Nossa economia está em total desordem", disse Obama durante evento de campanha com estudantes universitários próximo a Pittsburgh. "Nossa economia está se contraindo, em direção a uma recessão, se é que já não entramos em uma", afirmou.
Em Washington, Hillary disse a jornalistas que o país vive um tempo de "stress e incertezas",
e que há "urgência em continuar a ação que foi começada ontem [pelo FED]".
Obama também afirmou que o pacote de estímulo econômico aprovado por Bush precisa ser complementado este ano por leis com cortes de impostos para os americanos de classe-média.
Crise
O senador por Illinois também sugeriu que, se as condições do mercado piorarem, ele pode até reconsiderar sua proposta de desfazer os cortes de impostos promovidos por Bush sobre dividendos e ganhos de capital.
Apesar disso, afirmou que "o problema que enfrentamos agora não é não termos cortes de impostos suficientes aos ricos, mas que os americanos comuns não têm poder de compra".
Os comentários vieram dos pré-candidatos democratas depois de o FED aprovar um empréstimo de $30 bilhões (R$ 50,8 bilhões) para ajudar a manter os bancos de investimento em apuros JP Morgan e Bear Stearns.
O FED também reduziu as taxas que cobra para empréstimos diretos aos bancos, seguindo o movimento da semana passada de empréstimo de $100 bilhões (R$ 169,3 bilhões) em dinheiro a bancos e $200 bilhões (R$ 338,7 bilhões) em títulos do governo para bancos de investimento de Wall Street sem dinheiro em caixa.
Hillary criticou a administração dos bancos e disse que não será pautada apenas pelo FED. "Eu não serei a segunda convidada do FED", ironizou. "Nem nas decisões de assumir o risco de algum empréstimo hipotecário agora assumido pelo JP Morgan, nem se for necessário cortar taxas de setores estratégicos [para reverter a crise]".
Efeito cascata
Obama afirmou que as últimas notícias de Wall Street "confirmaram o medo de que as quedas financeiras da crise hipotecária atinjam a economia em outros setores", em efeito cascata.
"Agora, enquanto o FED tenta trazer estabilidade aos mercados, nós precisamos restaurar a confiança e ajudar os milhões de americanos preocupados com seus trabalhos, suas casas, e seu futuro financeiro", disse.
O senador por Illinois afirmou ainda que o FED pode ter pouco dinheiro em caixa e precisa urgentemente lidar com as conseqüências humanas da escassez de recursos.
"As pessoas estão perdendo suas casas. Os empresários não podem pegar o crédito de que precisam para se manterem em pé. Minha proposta é agir de forma pragmática".
Obama também pediu urgência do Congresso para aprovar a legislação que cria incentivos às pessoas que contraíram empréstimos para refinanciar suas hipotecas e não perderem suas casas.
Os empregados dos grandes bancos de Wall Street como o Bear Stearns e JP Morgan doaram quantias expressivas às campanhas dos pré-candidatos democratas e do provável candidato republicano John McCain.
com Associated Press
Leia mais
- Veja fatos marcantes da trajetória dos negros na história dos EUA
- McCain e Cheney visitam Iraque às vésperas do aniversário da guerra
- Análise: Hillary luta contra perda do apoio do eleitorado negro
- Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional
- Guia percorre todos os 50 Estados Unidos da América
Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar