Equador manterá tropas de reforço em fronteira com a Colômbia
da Efe, em Nueva Loja (Equador)
O Equador manterá as tropas de reforço que enviou à fronteira com a Colômbia em função da crise diplomática após a operação militar colombiana em território equatoriano contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no dia 1º de março, informou nesta segunda-feira (17) o ministro da Defesa Wellington Sandoval.
O equatoriano disse à Agência Efe que as tropas serão mantidas na fronteira e descartou o retorno paulatino dos militares por causa do fim da crise diplomática, o que ocorreu durante a Cúpula do Grupo do Rio.
O ministro calculou que graças à crise entre Quito e Bogotá foram desdobrados na fronteira entre 3.000 e 4.000 soldados, além dos 8.000 que se encontram normalmente na região.
Sandoval afirmou que a agressão colombiana será complicada de perdoar, porque "é difícil de esquecer quando um irmão o ataca pelas costas".
O ministro fez questão de destacar que seu país tem 14 destacamentos militares para fiscalizar a fronteira com a Colômbia, que, segundo ele, tem apenas dois.
Além disso, reiterou sua rejeição à violação territorial e assegurou que se a Colômbia tivesse avisado ao Equador sobre a operação, o mais provável é que "Raúl Reyes tivesse sido capturado vivo".
Sandoval negou ainda que o Equador seja um santuário das Farc, como assinalou na semana passada uma reportagem do jornal espanhol "El País", e criticou o autor do texto por não ter viajado para seu país para obter informações.
Para o ministro, a Colômbia embarcou em uma guerra midiática para tentar "distrair a opinião pública do grave problema da incursão militar".
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