Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional
Colaboração para a Folha Online
Apesar da insistência dos candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama em dizer que a política é maior que a segregação racial, o tema continua emergindo nos debates entre as equipes de campanha, alimentado por polêmicas declarações de assessores dos dois lados.
A última rodada de controvérsias veio do lado de Obama, com a declaração de seu pastor e ex-conselheiro espiritual, Jeremiah Wright de que os Estados Unidos são fundamentalmente racistas e que é culpa dos ataques de 11 de setembro é da política internacional do governo corrupto. Para tentar acalmar os ânimos dos críticos, Obama planeja um discurso para esta terça-feira (18) no qual falará da polêmica causada por Wright e afirmará sua política de transcender as diferenças e unir o país.
Já o republicano John McCain garantiu seu lugar nos jornais norte-americanos após uma visita ao Iraque na qual assegurou sua posição contrária à retirada das tropas norte-americanas do país. McCain afirmou que mesmo que seja gradual, a retirada poderá causar o "caos e genocídio" no país. A visita acontece às vésperas do quinto aniversário da invasão comandada pelos Estados Unidos.
Veja a seguir a repercussão na imprensa internacional da corrida dos pré-candidatos presidenciais à nomeação partidária nos Estados Unidos.
"USA Today" (EUA)
Eleitores acham injusto que os superdelegados definam a nomeação democrata
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| USA Today |
A maioria dos eleitores democratas dizem que seria injusto que Hillary Clinton ganhasse a nomeação democrata para a corrida presidencial graças aos votos dos superdelegados. Este foi o resultado de uma pesquisa realizada pelo jornal "USA Today" em parceria com o Gallup Poll.
Caso isso acontecesse, um em cada cinco entrevistados afirmaram que não votariam em Hillary na disputa contra o republicano John McCain.
Os resultados da pesquisa realizada no fim de semana revelam alguns dos perigos a frente dos democratas que enfrentam uma batalha acirrada, voto por voto.
Por uma vantagem de 55% contra 37%, democratas e independentes apontaram que um cenário no qual Hillary perde nas primárias, mas conquista a nomeação pelos superdelegados seria "falho e injusto"-- incluindo 77% dos eleitores de Obama e 28% dos eleitores de Hillary.
O risco maior para o partido democrata são os independentes. Quase um terço dizem que, caso o cenário acontecesse, votariam no candidato republicano ou ficariam em casa.
"The New York Times" (EUA)
Na defensiva, Obama planeja discurso sobre raça
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| New york times |
Enfrentando o que seus conselheiros apontam como o maior teste de sua candidatura, o senador Barack Obama decidiu conter os danos causados pelos comentários incendiários de seu pastor e preparou-se para falar sobre o assunto da raça mais diretamente do que em qualquer outro momento de sua campanha presidencial.
Apesar de ele ter enfrentado questões sobre os comentários controversos de seu pastor, reverendo Jeremiah Wright, por mais de um ano, Obama está enfrentando um intenso escrutínio por causa das caracterizações feitas por Wright que colocam os Estados Unidos como fundamentalmente racista e com um governo corrupto e assassino.
Em um discurso nesta terça (18), na Filadélfia, Obama repetirá suas críticas anteriores à palavras do ministro. Mas ele também usará a oportunidade para abrir uma discussão maior sobre raça, que sua campanha disse desde o começo que quer transcender. Ele ira falar de segregações raciais, falando do jeito pelo qual o assunto foi abordado na igreja, na campanha e além.
Obama continuou a escrever o seu discurso na noite de segunda-feira (17). Este é tido como num de seus mais importantes discursos na candidatura à Presidência. Sua mulher, Michelle não tinha planos de viajar com ele até a Filadélfia, mas organizou-se para conseguir estar lá.
"The Washington Post" (EUA)
Congregação defende o pastor de Obama
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| Washington Post |
O reverendo Jeremiah Wright passou os últimos 36 anos ensinando a congregação a reconhecer a injustiça. No domingo, mais de 3.000 de seus seguidores encheram a igreja de Chicago para rezar pelo seu antigo pastor. Eles fizeram um tributo ao pastor e aplaudiram quando seu protegido, reverendo Otis Moss 3º subiu no altar.
Uma grande controvérsia sobre a retórica de Wright e sua conexão com o senador Barack Obama iniciou-se na semana passada, quando alguns dos sermões do reverendo foram transmitidos pela TV e pela internet. Obama logo foi a público condenar os comentários e Wright teve que sair de seu cargo de conselheiro espiritual na campanha.
Mas dentro da igreja que Wright reconstruiu depois de uma ruína financeira, os seus mais leais ouvintes ofereceram uma interpretação diferente: é Wright, e toda a teologia negra, que seria "mal compreendida".
Contudo, eles reconhecem que o pastor já subiu algumas vezes ao altar equipado com uma raiva sobre o racismo e a injustiça racial. Mas ele foi um radical que também inspirou mulheres a serem pastoras, gays a casar e grupos de jovens predominantemente brancos a visitarem os cultos.
"O mundo só está vendo um dos lados dele. Isso não é sobre a nossa igreja, não é só sobre Wright. Este é um ataque à tradição religiosa dos afro-americanos, e é assim que nós vemos a situação: uma tentativa de silenciar nossas vozes", afirmou uma de suas seguidoras.
"The Wall Street Journal" (EUA)
Iraque reaparece como tema da campanha presidencial
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| Wall street journal |
Com as visitas do candidato republicano John McCain e do vice-presidente Dick Cheney ao Iraque, os comandantes das tropas dos Estados Unidos questionam se os ganhos na manutenção da segurança no país poderão ser mantidos, caso haja uma retirada das tropas.
A questão é fundamental não só para a atual política norte-americana, mas também para a campanha presidencial, já que um dos atuais candidatos deverá ocupar o cargo no próximo ano e definirá os novos rumos da intervenção dos Estados Unidos no país.
A guerra ressurgiu como um ponto político com a aproximação do quinto aniversário da invasão comandada pelos Estados Unidos. McCain já declarou seu apoio a manutenção das tropas e da presença militar norte-americana no Iraque. Já os democratas Obama e Hillary oferecem planos para uma significativa retirada.
Apesar da economia estar emergindo como o potencial maior assunto desta campanha, os três possíveis candidatos ainda dizem acreditar que o Iraque permanece como a maior preocupação dos eleitores. Os democratas, em particular, estão tentando ligar os dois assuntos, argumentando que centenas de bilhões de dólares que poderiam ser gastos com serviços como saúde foram alocados para a guerra.
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Especial






Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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