Mundo
18/03/2008 - 10h43

Disputa democrata "sem fim" gera inquietude no partido nos EUA

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da Folha Online

A acirrada disputa pela nomeação democrata tem causado inquietude no campo democrata nos Estados Unidos. Alguns dizem temer que o desgaste causado pelo ataques mútuos de Hillary Clinton e Barack Obama possa causar divisão do partido, enquanto os republicanos unem-se em torno do apoio a John McCain, que garantiu a nomeação meses antes da convenção nacional.

Por enquanto, nem Hillary nem Obama parecem capazes de ultrapassar a marca de 2.025 delegados necessários para garantir a nomeação democrata à eleição presidencial antes da convenção democrata nacional, em Denver, Colorado, de 25 a 28 de agosto. Obama conta com 1.610 delegados, contra 1.481 de Hillary, de acordo com a CNN. Nestas condições, os 800 votos dos superdelegados são determinantes.

AP
Barack Obama e Hillary Clinton
Barack Obama e Hillary Clinton mantém uma disputa acirrada pela nomeação democrata

Em entrevista à rede de TV ABC neste domingo (16), a presidente democrata da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi alertou sobre os riscos de um "racha" no partido caso o voto dos superdelegados represente um cenário diferente daquele proposto pelas primárias e pelo voto popular.

Nancy é a terceira autoridade dos Estados Unidos, logo após o presidente e o vice-presidente, e é também uma superdelegada. Na lista, figuram ainda legisladores, dirigentes do partido e personalidades democratas --como os ex-presidentes Jimmy Carter e Bill Clinton-- e Al Gore. Todos eles são livres para conceder seu voto a quem desejarem, independentemente do resultado das primárias e "caucuses".

Com poucas primárias por vir, é provável que Obama manterá sua vantagem sobre Hillary (atualmente esta diferença é de 139 delegados), o que fortalece a hipótese de uma decisão feita pelo voto dos superdelegados.

Para o governador de Massachusetts e partidário de Obama, Deval Patrick, os superdelegados respeitarão a decisão das primárias e concederão seu voto ao candidato com melhor resultado nesta disputa pela nomeação.

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O jornal norte-americano "New York Times" questionou dezenas de superdelegados para saber qual será seu posicionamento. A maioria preferiu manter-se sem opinião e guardar seu voto apenas para a data da convenção.

Para Doug Hattaway, porta-voz de Hillary, a situação será diferente: "Muitos elegerão o candidato capaz de enfrentar o republicano McCain nas eleições de novembro". Em defesa de sua candidata, Hattaway afirma que o que conta é ter ganho-- como fez Hillary -- nos grandes Estados como Nova York, Califórnia e Ohio, ou nos Estados suscetíveis a uma vitória democrata na eleição de novembro, como o Novo México e o Tennessee.

Ainda segundo o porta-voz, os Estados que deram vitória a Obama --como Wyoming e Alabama-- deverão, não importa o candidato democrata, dar seu voto ao republicano McCain.

Frente a um cenário pouco promissor, alguns democratas pedem que os pré-candidatos declarem uma trégua na batalha. "Seria bom encontrar um meio de acertar isso", afirmou Chris Van Hollen, representante de Maryland e presidente da comissão dos legisladores democratas encarregados da campanha presidencial.

Cada vez mais políticos do partido fazem votos de que o chefe do partido, Howard Dean, intervenha e force Hillary e Obama a encontrar uma solução antes da convenção. Por enquanto, a única saída proposta foi uma "chapa dos sonhos" na qual Hillary teria Obama como seu vice-presidente. Obama recebeu a proposta da rival com sarcasmo e rapidamente afirmou que isso não seria possível.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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