Disputa democrata "sem fim" gera inquietude no partido nos EUA
da Folha Online
A acirrada disputa pela nomeação democrata tem causado inquietude no campo democrata nos Estados Unidos. Alguns dizem temer que o desgaste causado pelo ataques mútuos de Hillary Clinton e Barack Obama possa causar divisão do partido, enquanto os republicanos unem-se em torno do apoio a John McCain, que garantiu a nomeação meses antes da convenção nacional.
Por enquanto, nem Hillary nem Obama parecem capazes de ultrapassar a marca de 2.025 delegados necessários para garantir a nomeação democrata à eleição presidencial antes da convenção democrata nacional, em Denver, Colorado, de 25 a 28 de agosto. Obama conta com 1.610 delegados, contra 1.481 de Hillary, de acordo com a CNN. Nestas condições, os 800 votos dos superdelegados são determinantes.
| AP |
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| Barack Obama e Hillary Clinton mantém uma disputa acirrada pela nomeação democrata |
Em entrevista à rede de TV ABC neste domingo (16), a presidente democrata da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi alertou sobre os riscos de um "racha" no partido caso o voto dos superdelegados represente um cenário diferente daquele proposto pelas primárias e pelo voto popular.
Nancy é a terceira autoridade dos Estados Unidos, logo após o presidente e o vice-presidente, e é também uma superdelegada. Na lista, figuram ainda legisladores, dirigentes do partido e personalidades democratas --como os ex-presidentes Jimmy Carter e Bill Clinton-- e Al Gore. Todos eles são livres para conceder seu voto a quem desejarem, independentemente do resultado das primárias e "caucuses".
Com poucas primárias por vir, é provável que Obama manterá sua vantagem sobre Hillary (atualmente esta diferença é de 139 delegados), o que fortalece a hipótese de uma decisão feita pelo voto dos superdelegados.
Para o governador de Massachusetts e partidário de Obama, Deval Patrick, os superdelegados respeitarão a decisão das primárias e concederão seu voto ao candidato com melhor resultado nesta disputa pela nomeação.
Pesquisa
O jornal norte-americano "New York Times" questionou dezenas de superdelegados para saber qual será seu posicionamento. A maioria preferiu manter-se sem opinião e guardar seu voto apenas para a data da convenção.
Para Doug Hattaway, porta-voz de Hillary, a situação será diferente: "Muitos elegerão o candidato capaz de enfrentar o republicano McCain nas eleições de novembro". Em defesa de sua candidata, Hattaway afirma que o que conta é ter ganho-- como fez Hillary -- nos grandes Estados como Nova York, Califórnia e Ohio, ou nos Estados suscetíveis a uma vitória democrata na eleição de novembro, como o Novo México e o Tennessee.
Ainda segundo o porta-voz, os Estados que deram vitória a Obama --como Wyoming e Alabama-- deverão, não importa o candidato democrata, dar seu voto ao republicano McCain.
Frente a um cenário pouco promissor, alguns democratas pedem que os pré-candidatos declarem uma trégua na batalha. "Seria bom encontrar um meio de acertar isso", afirmou Chris Van Hollen, representante de Maryland e presidente da comissão dos legisladores democratas encarregados da campanha presidencial.
Cada vez mais políticos do partido fazem votos de que o chefe do partido, Howard Dean, intervenha e force Hillary e Obama a encontrar uma solução antes da convenção. Por enquanto, a única saída proposta foi uma "chapa dos sonhos" na qual Hillary teria Obama como seu vice-presidente. Obama recebeu a proposta da rival com sarcasmo e rapidamente afirmou que isso não seria possível.
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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