Mundo
18/03/2008 - 16h05

McCain diz que saída do Iraque favorece a Al Qaeda

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

A dois dias do aniversário de cinco anos da invasão dos EUA no Iraque, o provável candidato republicano à Presidência John McCain afirmou nesta terça-feira que as ações das tropas americanas estão "indo bem", e que uma saída prematura do país aumentaria dramaticamente a influência do Irã na região.

McCain falou na Jordânia após deixar o Iraque, onde se encontrou na segunda-feira com lideranças políticas do país e oficiais militares norte-americanos. "Se nós sairmos às pressas do Iraque a influência do Irã crescerá expressivamente, a Al Qaeda terá maior força e a região ficará mais exposta ao perigo", afirmou McCain.

McCain espera que sua visita ao Oriente Médio relembre suas credenciais em segurança nacional aos eleitores americanos, e leve os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama a reconsiderar seu pedido de urgência na retirada das tropas americanas do Iraque.

A invasão do Iraque e a guerra já custaram à economia americana US$ 500 bilhões (R$ 862 bilhões) e dezenas de milhares de vidas de iraquianos civis e militares, além das quase 4.000 baixas de soldados americanos.

McCain, um veterano da guerra do Vietnã, apoiou a invasão ao Iraque, mas criticou a condução do conflito desde que um contingente extra de 30 mil soldadas foi enviado no ano passado, como parte de um plano estratégico contra os rebeldes iraquianos insurgentes.

Os ataques no país diminuíram 60% desde junho de 2007. Entretanto, desde janeiro a situação se reverteu, com o aumento de ataques suicidas relacionados a Al Qaeda.

Os militares americanos dizem que os novos insurgentes são, na maioria, estrangeiros.

Sanções

McCain disse ainda que não vai aceitar um Irã com armas nucleares, e propôs severas sanções comerciais contra Teerã, de forma coordenada entre os EUA e seus aliados europeus.

Os EUA acusam o Irã de fabricarem armas nucleares. O governo do Irã nega a acusação, e diz que precisa de tecnologia nuclear para suprir sua demanda interna de geração de energia.

Antes de deixar os EUA, McCain afirmou que sua viagem pelo Oriente Médio e Europa visaria "conhecer os fatos e realidades locais", e não dar destaque à sua campanha na mídia.

Nos planos de viagem, McCain deverá passar ainda por Israel, Reino Unido e França.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
hugo chavez (262) 11/01/2010 22h49
hugo chavez (262) 11/01/2010 22h49
As "autoridades" de imigração dos eua encobriram maus-tratos a estrangeiros e falta de atendimento médico nos casos de detidos mortos na prisão nos últimos anos, denunciou o jornal "The New York Times". A informação é parte do conteúdo de documentos internos e confidenciais obtidos pela publicação e a ONG União Americana de Liberdades Civis. Ambos se acolheram a uma lei de transparência que obriga à divulgação deste tipo de informação pelo governo. Os documentos mencionam os casos de 107 estrangeiros que morreram nos centros de detenção para imigrantes desde outubro de 2003. "Certos funcionários, alguns deles ainda em postos-chave, usaram seu cargo para ocultar provas de maus-tratos, desviar a atenção da imprensa e preparar declarações públicas com desculpas, após ter obtido dados que apontavam os abusos". É mais uma da "democracia" estadounidense que vive apontando o dedo para os outros. Quanto tempo e quantas patifarias ainda faltam para que alguns reconheçam que "liberdade e democracia" são MITOS nos eua. Ali acontece todo o tipo de manipulação, tortura, conchavo, tráfico, suborno, violência, abuso, enfim, toda a sorte de patifarias. Os eua estão mergulhados no mais profundo colapso em TODOS os sentidos. Não dá mais para encobrir que eles não se diferenciam em nada de TODOS os regimes que criticam, mas, como tem o poder das armas e são totalmente influenciados pela doutrina nazi sionista racista e fascista, são os maiores e verdadeiros grandes TERRORISTAS do mundo. São os condutores das maiores mazelas nos 4 cantos e o povo estadounidense precisa recuperar o poder e realmente conseguir resgatar sua Nação. Para começar, é preciso ter presidentes de verdade e não fantoches de 2 partidos que têm os mesmos "senhores", o sionismo internacional. Vivemos um momento decisivo onde devemos apoiar a Resistência mundial e lutar para derrubar o eixo que venceu o outro eixo na 2ª guerra e construir um mundo livre voltado para o socialismo do século XXI. Não ao capitalismo e ao comunismo, duas faces da mesma moeda controladas pelos sionismo. sem opinião
avalie fechar
Luciano Edler Suzart (40) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (40) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
1 opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 8 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2850)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca