McCain diz que saída do Iraque favorece a Al Qaeda
Colaboração para a Folha Online
A dois dias do aniversário de cinco anos da invasão dos EUA no Iraque, o provável candidato republicano à Presidência John McCain afirmou nesta terça-feira que as ações das tropas americanas estão "indo bem", e que uma saída prematura do país aumentaria dramaticamente a influência do Irã na região.
McCain falou na Jordânia após deixar o Iraque, onde se encontrou na segunda-feira com lideranças políticas do país e oficiais militares norte-americanos. "Se nós sairmos às pressas do Iraque a influência do Irã crescerá expressivamente, a Al Qaeda terá maior força e a região ficará mais exposta ao perigo", afirmou McCain.
McCain espera que sua visita ao Oriente Médio relembre suas credenciais em segurança nacional aos eleitores americanos, e leve os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama a reconsiderar seu pedido de urgência na retirada das tropas americanas do Iraque.
A invasão do Iraque e a guerra já custaram à economia americana US$ 500 bilhões (R$ 862 bilhões) e dezenas de milhares de vidas de iraquianos civis e militares, além das quase 4.000 baixas de soldados americanos.
McCain, um veterano da guerra do Vietnã, apoiou a invasão ao Iraque, mas criticou a condução do conflito desde que um contingente extra de 30 mil soldadas foi enviado no ano passado, como parte de um plano estratégico contra os rebeldes iraquianos insurgentes.
Os ataques no país diminuíram 60% desde junho de 2007. Entretanto, desde janeiro a situação se reverteu, com o aumento de ataques suicidas relacionados a Al Qaeda.
Os militares americanos dizem que os novos insurgentes são, na maioria, estrangeiros.
Sanções
McCain disse ainda que não vai aceitar um Irã com armas nucleares, e propôs severas sanções comerciais contra Teerã, de forma coordenada entre os EUA e seus aliados europeus.
Os EUA acusam o Irã de fabricarem armas nucleares. O governo do Irã nega a acusação, e diz que precisa de tecnologia nuclear para suprir sua demanda interna de geração de energia.
Antes de deixar os EUA, McCain afirmou que sua viagem pelo Oriente Médio e Europa visaria "conhecer os fatos e realidades locais", e não dar destaque à sua campanha na mídia.
Nos planos de viagem, McCain deverá passar ainda por Israel, Reino Unido e França.
Com Associated Press
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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