Mundo
18/03/2008 - 17h30

EUA completarão missão no Iraque, diz vice-americano Dick Cheney

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da France Presse, em Erbil (Iraque)

O vice-presidente norte-americano, Dick Cheney, em visita ao Oriente Médio, afirmou que seu país manterá o combate no Iraque "mesmo que alguns comecem a se cansar", em uma referência aos apelos para um retirada das tropas dos Estados Unidos.

Cheney disse que os iraquianos, tendo vivido cinco anos de guerra e vendo a chegada de reforços do Exército norte-americano, sabem, "apesar de tudo, que podem confiar nos EUA".

O vice-presidente norte-americano esteve nesta terça-feira a Erbil, no Curdistão iraquiano (norte), de onde partiu à tarde para continuar sua viagem pela região.

Discursando anteriormente para os soldados norte-americanos na base de Balad (70 km a nordeste de Bagdá), onde havia passado a noite, ele assegurou que o sentimento dos iraquianos em relação aos Estados Unidos melhorou. "Eles sabem que somos uma nação que aceita o trabalho duro e o mantém mesmo que alguns comecem a se cansar", afirmou.

Segundo um de seus assessores, Cheney fazia referência aos que se opõem à guerra no Iraque, no momento em que, com a proximidade das eleições presidenciais, os democratas pedem novamente a retirada dos cerca de 158 mil soldados norte-americanos do país.

"Compreendemos todos os perigos desta nova era, não temos intenção alguma de abandonar nossos amigos, ou de permitir que este país se torne um território para novos ataques contra os americanos", disse.

"O fato de termos vencido a tirania no Iraque valeu a pena. A democracia no Iraque merece ser defendida e todos os americanos podem estar certos: temos a intenção de cumprir nossa missão para que uma outra geração de americanos não tenham que voltar aqui e refazer o trabalho", acrescentou Cheney.

Curdistão

Em Erbil, onde se reuniu com o presidente da região autônoma do Curdistão iraquiano, Massud Barzani, Cheney expressou "a amizade especial que liga os Estados Unidos ao povo do Curdistão iraquiano". Entidade autônoma, mas de facto independente do governo central de Bagdá, o Curdistão é aliado dos EUA e uma das regiões mais seguras do Iraque.

Cheney disse que "conta com o presidente Barzani para que ajude a concluir uma nova relação estratégica entre os EUA e o Iraque", em referência ao futuro acordo bilateral atualmente em curso de negociação com Bagdá e que deve definir as relações a longo prazo entre os dois países. Ele pediu aos "amigos árabes" dos Estados Unidos, como a Árabia Saudita, o envio de embaixadores no Iraque para contrabalançar a influência do Irã.

A viagem, destinada a estimular os iraquianos a avançar no caminho da reconciliação, é realizada na véspera do 5º aniversário da intervenção norte-americana no Iraque, no dia 20 de março de 2003, do qual Cheney foi um dos principais artífices.

O Iraque é a primeira etapa de uma viagem de dez dias de Cheney ao Oriente Médio. Ele deveria passar sucessivamente por Omã, Arábia Saudita, Israel, Cisjordânia e Turquia.

 

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