Obama condena comentários polêmicos de seu ex-pastor
da Folha Online
O pré-candidato democrata à Presidência dos EUA Barack Obama tentou se distanciar nesta terça-feira dos incendiários sermões do pastor que o apoiava e disse que os comentários dele sobre o racismo nos Estados Unidos dão uma "visão distorcida do país".
Em visita à cidade da Filadélfia, Obama, filho de pai negro do Quênia e mãe branca do Estado do Kansas, fez alusão abertas às tensões entre brancos e negros no discurso com mais conteúdo racial de todos até agora em sua campanha.
O senador por Illinois, que pode se tornar o primeiro presidente negro dos EUA, disse entender os dois lados e afirmou que o país está há anos estagnado na polêmica racial.
"A ira é real, é poderosa. Simplesmente desejar que ela desapareça, condená-la sem entender suas raízes, só serve para aumentar o abismo de falta de entendimento que existe entre as raças", disse.
Obama raramente fala de forma tão aberta sobre o assunto racial, por acreditar que a questão poderia estereotipar sua candidatura e causar mais danos do que benefícios, mas os polêmicos comentários do pastor que acompanhou durante quase duas décadas o obrigaram a encarar o tema desta forma.
Pastor
Jeremiah Wright, 66, reverendo de Chicago que casou Obama, batizou suas duas filhas e foi o criador do título de seu livro "The Audacity of Hope" ("A audácia da esperança", em tradução livre) foi motivo de controvérsias durante os últimos meses.
O auge da polêmica ocorreu na semana passada, quando várias emissoras de televisão americanas e outros veículos de imprensa reproduziram fragmentos de alguns dos sermões de Wright, nos quais ataca os EUA por seu comportamento na esfera internacional e por seu racismo.
As gravações dos sermões do pastor estavam à venda na site da igreja Trinity United Church of Christ (TUCC, na sigla em inglês) há muito tempo, mas não haviam obtido relevância nacional até agora.
Os polêmicos sermões, proferidos há vários anos, sugerem que os EUA atraíram os atentados de 11 de setembro de 2001 contra Washington e Nova York com suas atitudes na esfera internacional e que os brancos continuam maltratando os negros.
"Este país (os EUA) foi fundado e é dirigido segundo um princípio racista. Acredita-se na superioridade branca e na inferioridade negra mais do que no próprio Deus", disse o reverendo durante uma fala na Universidade Howard, em Washington, no ano de 2006.
"Meu ex-pastor Jeremiah Wright utilizou uma linguagem incendiária para expressar opiniões que podem aumentar não só a divisão racial, mas também pontos de vista que mancham a grandeza e a bondade dos EUA e ofendem tanto brancos quantos negros", afirmou Obama.
Para o senador, os pontos de vista de Wright refletem a opinião dos negros mais velhos e que cresceram durante o período de segregação racial nos EUA. Obama declarou que o pastor o introduziu ao cristianismo, celebrou seu casamento e o batismo de suas filhas, e que por isso não pode "renegá-lo".
Wright pronunciou recentemente seu último sermão na igreja da TUCC de Chicago e está em processo de aposentadoria.
Com Efe
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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