Em visita a Israel, McCain diz estar comprometido com a paz
da Folha Online
O senador republicano John McCain disse ao presidente palestino Mahmoud Abbas e a diversos líderes israelenses que está comprometido em auxiliar um acordo de paz entre as nações, caso seja o próximo na Presidência dos Estados Unidos.
Em uma conferência com a ministra de Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, McCain disse que telefonou para Abbas porque não conseguiu encontrar-se pessoalmente com o líder palestino. "Eu novamente acredito que o presidente Abbas quer que o processo de paz comece", afirmou McCain.
| Peter Andrews/Reuters |
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| O senador republicano John McCain visita o Muro das Lamentações, em Jerusalém |
McCain afirmou para Livni que compartilha a preocupação de Israel sobre a deterioração da segurança na faixa de Gaza e nas fronteiras com territórios controlados pelo grupo extremista islâmico Hamas, que são constantemente bombardeadas.
"Eu acredito que [Abbas] não apóia este tipo de atividade que está acontecendo em Gaza. Eu sei que o governo dos Estados Unidos está completamente comprometido em parar esse conflito, esta violência nas fronteiras", defendeu McCain.
Na capital israelense, McCain encontrou-se também com presidente do Estado, Shimon Peres. Segundo comunicado do escritório da Presidência de Israel, McCain aproveitou a visita para ressaltar sua preocupação com a atuação do Irã na região, país que ele considera perigoso. Destacou ainda que a república islâmica financia e ajuda grupos extremistas.
McCain aproveitou também para conhecer o museu do Holocausto, em Jerusalém. Lá, ele colocou flores na sinagoga em memória às vítimas do nazismo conhecida como Sala da Lembrança.
Sua agenda de viagem a Jerusalém inclui mais um encontro, na tarde desta quarta-feira, com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, o ministro de relações exteriores Tzipi Livni e o ministro de defesa, Ehud Barak.
Além das reuniões de hoje, McCain agendou um encontro com o principal líder da oposição, Benjamin Netanyahu, do Likud, e uma visita ao Muro das Lamentações em Jerusalém.
Jordânia
Na terça-feira, McCain reuniu-se com o rei da Jordânia, Abdullah 2º, em Amã. Na conversa, os dois analisaram o processo de paz entre israelenses e palestinos e a situação do conflito no Iraque.
McCain ressaltou a importância de que Washington "prossiga com seu papel efetivo para ajudar palestinos e israelenses a continuar em suas negociações para obter uma solução justa e duradoura ao conflito", segundo a agência de notícias jordaniana Petra.
Abdullah 2º afirmou sua postura favorável a um acordo que só será possível, na sua opinião, se os israelenses desocuparem os territórios palestinos para a criação de um Estado palestino independente que coexista com Israel. "A causa palestina é a essência do conflito árabe-israelense, pelo que sua solução é a chave para resolver outras disputas e restaurar a paz e a estabilidade no Oriente Médio", disse o rei jordaniano.
O monarca expressou ainda seu agradecimento aos Estados Unidos por auxiliar o financiamento de programas de desenvolvimento no país. Já McCain manifestou sua satisfação pelos esforços que Abdullah 2º está fazendo para impulsionar o processo de paz no Oriente Médio e por seu respaldo à estabilização do Iraque.
Viagem de campanha
Analistas apontam que McCain está usando sua visita a Jerusalém para conquistar o voto do eleitorado judaico nos Estados Unidos, apesar de nos últimos anos esta comunidade ser cada vez menos influente numericamente e mais propensa a votar nos democratas.
Oficialmente, McCain negou estar procurando qualquer vantagem eleitoral com a viagem pelo Oriente Médio. Ele afirmou que foi aos países como um membro importante do comitê de forças armadas do Senado e não como possível sucessor de Bush.
McCain viaja com dois aliados no Senado, o independente Joe Lieberman de Connecticut e o republicano Lindsey Graham da Carolina do Sul.
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